{"id":58,"date":"2020-04-02T19:27:50","date_gmt":"2020-04-02T22:27:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tcees.tc.br\/coronavirus\/?page_id=58"},"modified":"2021-04-20T14:11:12","modified_gmt":"2021-04-20T17:11:12","slug":"guia-basico","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.tcees.tc.br\/coronavirus\/guia-basico\/","title":{"rendered":"GUIA B\u00c1SICO"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_tta_accordion][vc_tta_section title=&#8221;1 &#8211; DEFINI\u00c7\u00d5ES&#8221; tab_id=&#8221;1585843084283-bbe57bf0-8727&#8243;][vc_column_text]<span style=\"font-size: 14pt\"><strong>1.1 &#8211; O que se entende por desastre, situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia e estado de calamidade p\u00fablica?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O Decreto n\u00ba 7.257\/2010, que rege o Sistema Nacional de Defesa Civil (Sindec), estabelece a conceitua\u00e7\u00e3o desses termos:<\/p>\n<p><strong>Desastre:<\/strong> resultado de eventos adversos, naturais ou provocados pelo homem sobre um ecossistema vulner\u00e1vel, causando danos humanos, materiais ou ambientais e consequentes preju\u00edzos econ\u00f4micos e sociais;<\/p>\n<p><strong>Situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia: <\/strong>situa\u00e7\u00e3o anormal, provocada por desastres, causando danos e preju\u00edzos que comprometam parcialmente a capacidade de resposta do poder p\u00fablico do ente atingido;<\/p>\n<p><strong>Estado de calamidade p\u00fablica:<\/strong> situa\u00e7\u00e3o anormal, provocada por desastres, causando danos e preju\u00edzos que comprometam substancialmente a capacidade de resposta do poder p\u00fablico do ente atingido.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>1.2 &#8211; Como tornar p\u00fablica a situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia ou estado de calamidade p\u00fablica?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia ou de estado de calamidade p\u00fablica ter\u00e1 sua publicidade concretizada com a publica\u00e7\u00e3o de um decreto.<\/p>\n<p>A expedi\u00e7\u00e3o desse ato \u00e9 necess\u00e1ria para que o munic\u00edpio tenha sua situa\u00e7\u00e3o reconhecida por outros entes (Estado e Uni\u00e3o) e possa receber recursos provenientes desses para recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas atingidas.[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;2 &#8211; CONTRATA\u00c7\u00d5ES&#8221; tab_id=&#8221;1585843084324-91eb6d30-5c02&#8243;][vc_column_text]<span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.1 &#8211; A Lei Federal 13.979\/2020, que disp\u00f5e sobre as medidas para enfrentamento da emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica de import\u00e2ncia internacional decorrente do coronav\u00edrus, \u00e9 aplic\u00e1vel nas contrata\u00e7\u00f5es do estado e munic\u00edpios?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim. A Lei n\u00ba 13.979\/2020, quando disp\u00f5e sobre contrata\u00e7\u00f5es, \u00e9 uma norma geral de licita\u00e7\u00f5es e contratos p\u00fablicos, nos termos do artigo 22, XXVII, da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil. Logo, plenamente aplic\u00e1vel a todos os entes federativos.<\/p>\n<p>O estado e os munic\u00edpios podem a regulamentar para prever <strong>procedimentos especiais<\/strong> de acordo com a sua realidade f\u00e1tica, com fundamento no artigo 24, XI, c\/c o artigo 30, ambos da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil.<\/p>\n<p>Vale dizer que o TCE-ES possui entendimento firmado no <strong>Parecer em Consulta TC n\u00ba 018\/2000<\/strong> no sentido de que as <strong>hip\u00f3teses de dispensa de licita\u00e7\u00e3o constituem normas<\/strong><strong> gerais de licita\u00e7\u00f5es e contratos<\/strong>, sendo, portanto, de compet\u00eancia legislativa da Uni\u00e3o, conforme artigo 22, XXVII, da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil. Segue excerto da delibera\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">V\u00ea-se, destarte, que a primeira inquiri\u00e7\u00e3o do consulente exige debate acerca de se ter ou n\u00e3o como normas gerais sobre licita\u00e7\u00e3o os dispositivos da Lei 8666\/93 e posteriores altera\u00e7\u00f5es que versam sobre as hip\u00f3teses de dispensa da licita\u00e7\u00e3o. No enfrentamento do tema e como quest\u00e3o prejudicial \u00e0 resposta de fundo que almejamos, ter\u00edamos que entender que as hip\u00f3teses em que a licita\u00e7\u00e3o \u00e9 dispens\u00e1vel (art. 24) e dispensada (art. 17) n\u00e3o s\u00e3o \u201cn\u00famerus clausus\u201d mas sim hip\u00f3teses exemplificativas. Tal racioc\u00ednio valeria obviamente para a hip\u00f3tese de n\u00e3o se considerar como normas gerais as hip\u00f3teses de dispensa.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">Como j\u00e1 estamos diante de uma exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra (que \u00e9 de licitar) n\u00e3o vislumbro como razo\u00e1vel a t\u00e9cnica de se elencar 24 hip\u00f3teses somente no art. 24 de exce\u00e7\u00e3o e ainda admitir-se que a este rol se acres\u00e7am tantos outros quantos porventura possam parecer necess\u00e1rios \u00e0s demais esferas pol\u00edtico-administrativas. Nesta esteira de racioc\u00ednio <strong>pensamos ser as situa\u00e7\u00f5es de dispensa elencadas no art. 24 e 17 da Lei 8666\/93 taxativas, afigurando-se verdadeiras normas gerais, e como tal, inexistindo margem de disposi\u00e7\u00e3o legislativa acerca do tema para os demais entes da federa\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">Se tal n\u00e3o bastasse o art. 2\u00ba da Lei 8666\/93 que encerra incontroversamente norma geral em seus preceitos, estabelece: \u201cAs obras servi\u00e7os, inclusive de publicidade, compras, aliena\u00e7\u00f5es, concess\u00f5es, permiss\u00f5es e loca\u00e7\u00f5es das Administra\u00e7\u00f5es P\u00fablicas, quando contratadas com terceiros ser\u00e3o necessariamente precedidas de licita\u00e7\u00f5es, ressalvadas as hip\u00f3teses previstas nesta Lei\u201d. g.n (Parecer em Consulta TC n\u00ba 018\/2000, Processo:\u00a0\u00a0 2121\/2000, Data da sess\u00e3o: 30\/05\/2000,\u00a0\u00a0 Relator: Valci Jos\u00e9 Ferreira de Souza)<\/p>\n<p>O mesmo entendimento pode ser extra\u00eddo do <strong>Parecer em Consulta TC n\u00ba 046\/2001<\/strong>:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\"><strong>Como as situa\u00e7\u00f5es de dispensa e inexigibilidade elencadas no art. 24 e 25 da Lei 8666\/93 s\u00e3o taxativas, afigurando-se verdadeiras normas gerais, e como tal, inexistindo margem de disposi\u00e7\u00e3o legislativa acerca do tema para os demais entes da federa\u00e7\u00e3o<\/strong>. Ressalta-se que o gestor da coisa p\u00fablica, em obedi\u00eancia ao princ\u00edpio da legalidade, est\u00e1 em toda sua atividade sujeito aos mandamentos da Lei.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">Na Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica n\u00e3o h\u00e1 liberdade nem vontade pessoal. A Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica Municipal, no que se refere a contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, sujeita-se \u00e0s regras dispostas no artigo 37, caput e inciso XXI da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 (&#8230;)<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">N\u00e3o bastassem as imposi\u00e7\u00f5es formuladas pela nossa Lei Maior, a Lei Federal n\u00famero 8.666\/93 tamb\u00e9m obriga os Munic\u00edpios a seguir as suas normas para a contrata\u00e7\u00e3o com o particular. Verbis: Art. 1\u00ba Esta Lei estabelece normas gerais sobre licita\u00e7\u00f5es e contratos administrativos pertinentes a obras, servi\u00e7os, inclusive de publicidade, compras, aliena\u00e7\u00f5es e loca\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do distrito Federal e dos Munic\u00edpios. &#8230; Lei 8.666\/93<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">Al\u00e9m disso, o art. 2\u00ba da Lei 8666\/93 que encerra incontroversamente norma geral em seus preceitos, estabelece: \u201cAs obras servi\u00e7os, inclusive de publicidade, compras, aliena\u00e7\u00f5es, concess\u00f5es, permiss\u00f5es e loca\u00e7\u00f5es da Administra\u00e7\u00f5es P\u00fablicas, quando contratadas com terceiros ser\u00e3o necessariamente precedidas de licita\u00e7\u00f5es, ressalvadas as hip\u00f3teses previstas nesta Lei.\u201d &#8230; Lei 8.666\/93 g.n (Parecer em Consulta TC n\u00ba 046\/2001, Processo: 2776\/2001, Data da sess\u00e3o: 24\/07\/2001, Relator: Maria Thereza Feu Rosa Pazolini )<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.2 &#8211; \u00c9 poss\u00edvel a contrata\u00e7\u00e3o direta de bens e servi\u00e7os necess\u00e1rios ao combate do novo coronav\u00edrus (Covid-19) por dispensa de licita\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim. O art. 4\u00ba da Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020 estabeleceu nova modalidade de dispensa de licita\u00e7\u00e3o consistente na aquisi\u00e7\u00e3o de bens, servi\u00e7os, inclusive de engenharia, e insumos destinados <strong>exclusivamente ao enfrentamento da emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica decorrente do novo coronav\u00edrus (Covid-19)<\/strong>.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.3 &#8211; Toda contrata\u00e7\u00e3o realizada pele ente durante o per\u00edodo de enfrentamento da emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica decorrente do novo coronav\u00edrus (Covid-19) poder\u00e1 ser feita por meio de dispensa de licita\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>N\u00e3o. A Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020 estabelece expressamente que apenas contrata\u00e7\u00f5es de bens, servi\u00e7os e insumos destinados exclusivamente ao <strong>enfrentamento da emerg\u00eancia podem ser realizadas por meio de dispensa de licita\u00e7\u00e3o<\/strong>, n\u00e3o abrangendo a contrata\u00e7\u00e3o de outros objetos.<\/p>\n<p>Eventual contrata\u00e7\u00e3o direta de <strong>objeto n\u00e3o relacionado ao combate no novo coronav\u00edrus<\/strong> (Covid-19) dever\u00e1 se amoldar a uma das hip\u00f3teses previstas nos <strong>arts. 17, 24 ou 25 da Lei Federal 8.666\/93<\/strong> e atender as formalidades previstas no <strong>art. 26 da mesma lei.<\/strong><\/p>\n<p>Registra-se que a <strong>Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 961, de 6 de maio de 2020,<\/strong> <strong>ampliou os limites de dispensa de licita\u00e7\u00e3o<\/strong>, de que tratam os incisos I e II do caput do art. 24 da Lei n\u00ba 8.666\/93, para at\u00e9 <strong>R$ 100.000,00<\/strong> (cem mil reais) nos casos de obras e servi\u00e7os de engenharia, e at\u00e9 <strong>R$ 50.000,00<\/strong> (cinquenta mil reais) para outros servi\u00e7os, compras e aliena\u00e7\u00f5es, desde que n\u00e3o se refiram a parcelas de uma mesma obra, servi\u00e7o, compra ou aliena\u00e7\u00e3o de maior vulto que possa ser realizada de uma s\u00f3 vez.<\/p>\n<p>A medida \u00e9 valida para a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica de todos os entes federativos, de todos os Poderes e \u00f3rg\u00e3os constitucionalmente aut\u00f4nomos enquanto durar o estado de calamidade reconhecido pelo Decreto Legislativo n\u00ba 6, de 20 de mar\u00e7o de 2020.<\/p>\n<p>O <strong>Ac\u00f3rd\u00e3o TC-1451\/2019 da Primeira C\u00e2mara<\/strong> do TCE-ES refor\u00e7a a necessidade de <strong>caracteriza\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o emergencial<\/strong> que justifique a dispensa da licita\u00e7\u00e3o, com a <strong>demonstra\u00e7\u00e3o do nexo entre o objeto contratado e a necessidade p\u00fablica emergencial<\/strong>. Segue excerto:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">(\u2026)\u00a0<strong>N\u00e3o basta a decreta\u00e7\u00e3o do estado de emerg\u00eancia para justificar a\u00a0contrata\u00e7\u00e3o\u00a0com dispensa de licita\u00e7\u00e3o, sendo necess\u00e1ria, antes, a demonstra\u00e7\u00e3o de nexo entre o objeto a ser\u00a0contratado e uma necessidade p\u00fablica de car\u00e1ter\u00a0emergencial<\/strong>, que n\u00e3o poderia se sujeitar a um processo formal de licita\u00e7\u00e3o; indispens\u00e1vel, ainda assim, a\u00a0justificativa\u00a0de escolha do fornecedor e do\u00a0pre\u00e7o.\u00a0<strong>N\u00e3o demonstrado o nexo entre a\u00a0contrata\u00e7\u00e3o\u00a0e a situa\u00e7\u00e3o\u00a0emergencial, assim como a necessidade p\u00fablica\u00a0emergencial, n\u00e3o se justifica a dispensa de licita\u00e7\u00e3o<\/strong>, que \u00e9 a regra geral, sendo a dispensa exce\u00e7\u00e3o legal s\u00f3 admitida nas hip\u00f3teses que a lei autoriza, devidamente caracterizadas. (g.n) (Ac\u00f3rd\u00e3o TC-1451\/2019 \u2013 Primeira C\u00e2mara, Rel. Cons. Sebasti\u00e3o Carlos Ranna de Macedo. Deliberado na sess\u00e3o de 23\/10\/2019)<\/p>\n<p>Nesse sentido tamb\u00e9m \u00e9 a jurisprud\u00eancia do TCU, segundo a qual <strong>o objeto contratado emergencialmente deve ser o meio adequado, eficiente e efetivo para afastar o risco detectado<\/strong>, que, no presente caso, se traduzem em medidas diretas e indiretas de preven\u00e7\u00e3o e combate ao novo coronav\u00edrus (Covid-19), bem como seus impactos socioecon\u00f4micos. Sen\u00e3o vejamos:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">A dispensa de licita\u00e7\u00e3o, em casos de emerg\u00eancia ou calamidade p\u00fablica (art. 24, inciso IV, da Lei 8.666\/1993), apenas \u00e9 cab\u00edvel se o <strong>objeto da contrata\u00e7\u00e3o direta for o meio adequado, eficiente e efetivo de afastar o risco iminente detectado<\/strong>. Ac\u00f3rd\u00e3o 1987\/2015-Plen\u00e1rio | Relator: BENJAMIN ZYMLER<\/p>\n<p>Vale dizer que a Lei Federal n\u00ba 13.919\/2020 estabeleceu expressamente, em seu art. 4-B, que se <strong>presumem atendidas as condi\u00e7\u00f5es de dispensa de licita\u00e7\u00e3o<\/strong> nela definidas, nas seguintes hip\u00f3teses:<\/p>\n<ol style=\"list-style-type: upper-roman\">\n<li>ocorr\u00eancia de situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia;<\/li>\n<li>necessidade de pronto atendimento da situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia;<\/li>\n<li>exist\u00eancia de risco a seguran\u00e7a de pessoas, obras, presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, equipamentos e outros bens, p\u00fablicos ou particulares;<\/li>\n<li>limita\u00e7\u00e3o da contrata\u00e7\u00e3o \u00e0 parcela necess\u00e1ria ao atendimento da situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia.<\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.4 &#8211; Como dever\u00e3o ser elaborados o termo de refer\u00eancia ou o projeto b\u00e1sico para contrata\u00e7\u00f5es em atendimento \u00e0s situa\u00e7\u00f5es previstas na Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O art. 4-E da Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020 admite a apresenta\u00e7\u00e3o de termo de refer\u00eancia ou projeto b\u00e1sico <strong>simplificados <\/strong>nas contrata\u00e7\u00f5es nela previstas. Segundo o \u00a71\u00ba desse dispositivo legal tais documentos <strong>dever\u00e3o<\/strong> conter:<\/p>\n<ol style=\"list-style-type: upper-roman\">\n<li>declara\u00e7\u00e3o do objeto;<\/li>\n<li>fundamenta\u00e7\u00e3o simplificada da contrata\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>descri\u00e7\u00e3o resumida da solu\u00e7\u00e3o apresentada;<\/li>\n<li>requisitos da contrata\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>crit\u00e9rios de medi\u00e7\u00e3o e pagamento;<\/li>\n<li>estimativas dos pre\u00e7os;<\/li>\n<li>adequa\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria.<\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.5 &#8211; H\u00e1 necessidade de pesquisa pr\u00e9via de pre\u00e7os para justificar o valor contratado nos casos de dispensa de licita\u00e7\u00e3o para contrata\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os destinados ao enfrentamento do novo coronav\u00edrus (Covid-19)? <\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim. Nos termos do art. 4-E, \u00a71\u00ba, da Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020, o processo de contrata\u00e7\u00e3o ser\u00e1 precedido de termo de refer\u00eancia ou projeto b\u00e1sico simplificado, que conter\u00e1, dentre outros elementos, <strong>estimativa de pre\u00e7os<\/strong> obtidos por meio de, <u>no m\u00ednimo<\/u>, um dos seguintes par\u00e2metros:<\/p>\n<ol style=\"list-style-type: upper-alpha\">\n<li>Portal de Compras do Governo Federal;<\/li>\n<li>pesquisa publicada em m\u00eddia especializada;<\/li>\n<li>s\u00edtios eletr\u00f4nicos especializados ou de dom\u00ednio amplo;<\/li>\n<li>contrata\u00e7\u00f5es similares de outros entes p\u00fablicos;<\/li>\n<li>pesquisa realizada com os potenciais fornecedores.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Contudo, o \u00a72\u00ba do mesmo dispositivo prev\u00ea que, <strong>excepcionalmente<\/strong>, poder\u00e1 ser <u>dispensada a estimada de pre\u00e7os<\/u>, mediante <strong>justificativa<\/strong> da autoridade competente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o \u00a73\u00ba do mesmo dispositivo estabelece que os pre\u00e7os obtidos a partir da referida estimativa n\u00e3o impedem a contrata\u00e7\u00e3o pelo Poder P\u00fablico por <strong>valores superiores<\/strong> decorrentes de oscila\u00e7\u00f5es ocasionadas pela varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, hip\u00f3tese em que dever\u00e1 haver <strong>justificativa<\/strong> nos autos.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Parecer em Consulta TC 24\/2001<\/strong> do TCE-ES refor\u00e7a a necessidade de observ\u00e2ncia do art. 26 da Lei Federal n\u00ba 8.666\/93 nas contrata\u00e7\u00f5es diretas, especialmente no que tange \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o da\u00a0<strong><u>razoabilidade do pre\u00e7o contratado<\/u><\/strong>:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">(\u2026)<strong>\u00c9 de extrema relev\u00e2ncia para a validade da contrata\u00e7\u00e3o, feita com dispensa de licita\u00e7\u00e3o, a verifica\u00e7\u00e3o da razoabilidade do pre\u00e7o a ser desembolsado pela Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/strong>\u00a0Mesmo quando se licita, propostas com pre\u00e7os excessivos devem ser desclassificadas, em respeito ao estatu\u00eddo no artigo 48 da Lei Federal de Licita\u00e7\u00f5es.\u00a0<strong>Com muito mais raz\u00e3o h\u00e1 que se estar atento ao pre\u00e7o, pois diante da aus\u00eancia de competi\u00e7\u00e3o amplia-se demasiadamente o risco de superfaturamento, o que, de certo viciaria a contrata\u00e7\u00e3o, e pode conduzir os respons\u00e1veis a responsabiliza\u00e7\u00e3o, inclusive penal<\/strong>. (g.n) (<a href=\"https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/PC_2001_05_03_024.pdf\">Parecer em consulta TC-24\/2001 \u2013 Plen\u00e1rio<\/a>, Rel. Cons. M\u00e1rio Alves Moreira. Deliberado na sess\u00e3o de 08\/05\/2001)<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.6 &#8211; Empresas que tenham sido declaradas inid\u00f4neas ou sancionadas pela Administra\u00e7\u00e3o com a suspens\u00e3o do direito de licitar ou contratar com o poder p\u00fablico podem ser contratadas nos termos da Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim. O art. 4\u00ba, \u00a73\u00ba, da Lei Federal n\u00ba 13.979\/2000 prev\u00ea, <strong>excepcionalmente<\/strong>, a possibilidade de contrata\u00e7\u00e3o de tais empresas desde que estas, <strong>comprovadamente<\/strong>, sejam as <strong>\u00fanicas fornecedoras<\/strong> de bens ou servi\u00e7os a serem adquiridos para atendimento \u00e0 situa\u00e7\u00e3o emergencial provocada pelo novo coronav\u00edrus (Covid-19).<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.7 &#8211; Caso se opte pela realiza\u00e7\u00e3o de licita\u00e7\u00e3o para bens e servi\u00e7os comuns, poder\u00e1 ser adotada a modalidade preg\u00e3o presencial nas contrata\u00e7\u00f5es regidas pela Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim. A Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020 n\u00e3o estabeleceu prefer\u00eancia pelo preg\u00e3o eletr\u00f4nico, podendo ser utilizado ambos, segundo o art. 4-G do normativo. O mesmo dispositivo legal prev\u00ea que os <strong>prazos desse procedimento licitat\u00f3rio ser\u00e3o reduzidos pela metade<\/strong>.<\/p>\n<p>Deve ser levada em considera\u00e7\u00e3o eventual <strong>legisla\u00e7\u00e3o de \u00e2mbito local<\/strong> que estabele\u00e7a <strong>prefer\u00eancia ou obrigatoriedade<\/strong> da utiliza\u00e7\u00e3o do preg\u00e3o na forma eletr\u00f4nica, bem como <strong>legisla\u00e7\u00e3o que estabele\u00e7a tal regra em raz\u00e3o da origem dos recursos recebidos<\/strong>, a exemplo do que prev\u00ea o art. 1\u00ba, \u00a7\u00a73\u00ba e 4\u00ba, do <strong>Decreto Federal n\u00ba 10.024\/2019 <\/strong>(regulamentado pela Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 206\/2019, que fixou prazos para sua aplica\u00e7\u00e3o nos entes federativos)<strong>,<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de recursos da Uni\u00e3o decorrentes de transfer\u00eancias volunt\u00e1rias, tais como conv\u00eanios e contratos de repasse.<\/p>\n<p>Inobstante a permiss\u00e3o legal, recomendamos ao gestor que, dentro de sua discricionariedade, <strong>observe estritamente as recomenda\u00e7\u00f5es de distanciamento social do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para combate \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus (Covid-19)<\/strong>, tanto na <u>escolha da modalidade licitat\u00f3ria<\/u> quanto na <u>execu\u00e7\u00e3o dos atos da licita\u00e7\u00e3o<\/u>.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.8 &#8211; Quais documentos poder\u00e3o ser dispensados na fase de habilita\u00e7\u00e3o dos licitantes<\/strong> <strong>em contrata\u00e7\u00f5es regidas pela Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Na hip\u00f3tese de haver <strong>restri\u00e7\u00e3o de fornecedores ou prestadores de servi\u00e7o<\/strong>, o art. 4\u00ba-F da Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020 admite que a autoridade competente, <strong>excepcionalmente<\/strong> e <strong>mediante justificativa<\/strong>, dispense, no ato convocat\u00f3rio, apresenta\u00e7\u00e3o de documenta\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 <strong>regularidade fiscal e trabalhista<\/strong> ou, ainda, o cumprimento de um ou mais requisitos de habilita\u00e7\u00e3o, ressalvados a exig\u00eancia de apresenta\u00e7\u00e3o de <strong>prova de regularidade relativa \u00e0 Seguridade Social<\/strong> e o cumprimento do disposto no <strong>inciso XXXIII do caput do art. 7\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o<\/strong> (proibi\u00e7\u00e3o de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condi\u00e7\u00e3o de aprendiz, a partir de quatorze anos).<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.9 &#8211; Os contratos celebrados nos termos da Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020 precisam ser publicados?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim. O art. 4\u00ba, \u00a72\u00ba, da referida lei estabelece que todas as contrata\u00e7\u00f5es ou aquisi\u00e7\u00f5es realizadas ser\u00e3o <strong>imediatamente disponibilizadas em <u>s\u00edtio oficial espec\u00edfico<\/u> na rede mundial de computadores (internet)<\/strong>, contendo, no que couber, al\u00e9m das informa\u00e7\u00f5es previstas no\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2011-2014\/2011\/Lei\/L12527.htm#art8%C2%A73\">\u00a7 3\u00ba do art. 8\u00ba da Lei n\u00ba 12.527, de 18 de novembro de 2011<\/a>, o nome do contratado, o n\u00famero de sua inscri\u00e7\u00e3o na Receita Federal do Brasil, o prazo contratual, o valor e o respectivo processo de contrata\u00e7\u00e3o ou aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.10 &#8211; Os contratos celebrados nos termos da Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020 s\u00e3o prorrog\u00e1veis?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim. Nos termos do art. 4\u00ba-H da referida lei tais contratos ter\u00e3o prazo de dura\u00e7\u00e3o de at\u00e9 <strong>seis meses<\/strong> e <strong>poder\u00e3o ser prorrogados<\/strong> por per\u00edodos sucessivos, enquanto perdurar a necessidade de enfrentamento dos efeitos da situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.11 &#8211; Os contratos celebrados nos termos da Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020 podem ser alterados?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim. Segundo o art. 4\u00ba-I, nos contratos decorrentes de procedimentos previstos na referida lei, a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica <strong>poder\u00e1 prever<\/strong> que os contratados fiquem obrigados a aceitar, nas mesmas condi\u00e7\u00f5es contratuais, <strong>acr\u00e9scimos ou supress\u00f5es<\/strong> ao objeto contratado em <strong>at\u00e9 cinquenta por cento<\/strong> do valor inicial atualizado do contrato.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.12 &#8211; Como as contrata\u00e7\u00f5es p\u00fablicas podem auxiliar na manuten\u00e7\u00e3o e\/ou amplia\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios das micro e pequenas empresas durante a situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia em sa\u00fade decorrente do novo coronav\u00edrus (Covid-19)?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A partir da Lei Complementar n\u00ba 123\/2006, as licita\u00e7\u00f5es e contrata\u00e7\u00f5es p\u00fablicas passaram a ser um importante instrumento para a implanta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas ao desenvolvimento das micro e pequenas empresas.<\/p>\n<p>No momento em que vivemos uma crise sem precedentes, de forte impacto social e econ\u00f4mico, o incentivo aos neg\u00f3cios locais toma uma import\u00e2ncia ainda maior. Dessa forma, a manuten\u00e7\u00e3o e, quando poss\u00edvel, a amplia\u00e7\u00e3o das compras p\u00fablicas junto \u00e0s micro e pequenas empresas pode ser crucial para sua sustentabilidade.<\/p>\n<p>Nesse sentido, reitera-se que as unidades jurisdicionadas observem o disposto no cap\u00edtulo V da Lei Complementar n\u00ba 123\/2006, que estabelece tratamento diferenciado e simplificado nas aquisi\u00e7\u00f5es p\u00fablicas para as micro e pequenas empresas. Com esse cuidado, o Poder P\u00fablico estar\u00e1 colaborando para a estabilidade da economia local e preservando o emprego e a renda de seus cidad\u00e3os.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.13 &#8211; Quais medidas podem ser tomadas pela Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 liquida\u00e7\u00e3o e ao pagamento de contratos administrativos em vigor, em especial contratos de servi\u00e7os terceirizados que n\u00e3o estejam sendo executados ou estejam sendo executados de forma reduzida em decorr\u00eancia do isolamento social decorrente do combate ao novo coronav\u00edrus (Covid-19)?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Recomenda-se que a Administra\u00e7\u00e3o <strong>avalie cada contrato individualmente<\/strong>, verificando a exist\u00eancia de previs\u00e3o que se adeque \u00e0 atual realidade, tal qual a possibilidade de <strong>suspens\u00e3o tempor\u00e1ria<\/strong> da execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os continuados.<\/p>\n<p>Inexistindo solu\u00e7\u00e3o prevista nos acordos formalizados, a Administra\u00e7\u00e3o deve <strong>privilegiar a negocia\u00e7\u00e3o individual <\/strong>com os contratados, baseada na composi\u00e7\u00e3o de capacidades e interesses, <u>priorizando a manuten\u00e7\u00e3o dos v\u00ednculos empregat\u00edcios e a solu\u00e7\u00e3o colaborativa dos contratos<\/u>. Modifica\u00e7\u00f5es recentes na legisla\u00e7\u00e3o trabalhista podem contribuir para a busca dessa solu\u00e7\u00e3o consensual.<\/p>\n<p>O art. 65, \u00a72\u00ba, II, da Lei n\u00ba 8.666\/93 permite <strong>supress\u00f5es<\/strong> resultantes de <strong>acordo celebrado entre os contratantes<\/strong>, <u>al\u00e9m dos limites previstos \u00a71\u00ba<\/u> do mesmo dispositivo, que tratam de altera\u00e7\u00f5es <u>unilaterais<\/u> (25% para altera\u00e7\u00f5es e supress\u00f5es; e 50% para acr\u00e9scimos em reformas).<\/p>\n<p>Cada circunst\u00e2ncia da contrata\u00e7\u00e3o deve ser avaliada para que se decida sobre a continuidade ou n\u00e3o dos pagamentos, tendo em vista que a execu\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os est\u00e1 prejudicada por fator alheio a ambas as partes (contratante e contratado).<\/p>\n<p>Tais sugest\u00f5es priorizam solu\u00e7\u00f5es que ajudem na sobreviv\u00eancia tanto do ente p\u00fablico como das empresas contratados e para o quadro de trabalhadores que dependem de seu trabalho para a subsist\u00eancia.<\/p>\n<p>Qualquer decis\u00e3o pela altera\u00e7\u00e3o contratual dever\u00e1 ser <strong>justificada<\/strong> e eventuais aditamentos contratuais dever\u00e3o ser <strong>publicados<\/strong> nos termos do art. 61, \u00a71\u00ba, da Lei Federal n\u00ba 8.666\/93, sobretudo em endere\u00e7o eletr\u00f4nico oficial, possibilitando a sua transpar\u00eancia e controle.<\/p>\n<p>O TCEES, em procedimentos de fiscaliza\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 avaliar eventuais altera\u00e7\u00f5es contratuais, bem como a liquida\u00e7\u00e3o e o pagamento de despesas, de acordo com as peculiaridades da situa\u00e7\u00e3o at\u00edpica vivenciada no momento.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.14 &#8211; No caso de servi\u00e7os terceirizados, incluindo o fornecimento de m\u00e3o de obra, em havendo a paralisa\u00e7\u00e3o parcial da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, mostra-se poss\u00edvel a redu\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria contratual? Qual o percentual de servi\u00e7o e percentual monet\u00e1rio poss\u00edveis de redu\u00e7\u00e3o? Pode haver a suspens\u00e3o ou rescis\u00e3o desses contratos? Caberia alguma indeniza\u00e7\u00e3o do contratado?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sobre o tema em quest\u00e3o o <strong>Parecer em Consulta TC n\u00ba 004\/2020<\/strong> do TCEES (<a href=\"https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/formidable\/108\/PC-004-2020.pdf\">https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/formidable\/108\/PC-004-2020.pdf<\/a>) estabeleceu os seguintes entendimentos:<\/p>\n<p>\u201c1.2.7.1. \u00c9 <strong>poss\u00edvel a redu\u00e7\u00e3o do valor do contrato<\/strong>, em raz\u00e3o de itens que s\u00e3o gerenci\u00e1veis, ou seja, ajust\u00e1veis conforme a efetiva presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, efetivada por meio de <strong>acordo entre as partes<\/strong>.<\/p>\n<p>1.2.7.2. Se a <strong>redu\u00e7\u00e3o for feita unilateralmente<\/strong> pela Administra\u00e7\u00e3o, deve ser observado o <strong>limite de 25% do valor do contrato<\/strong> (e 50% no caso de reformas) (art. 65, I, \u201cb\u201d, e \u00a71\u00ba, da Lei 8.666\/93); se <strong>houver acordo<\/strong> entre os contratantes, <strong>n\u00e3o h\u00e1 limita\u00e7\u00e3o<\/strong> para o valor da redu\u00e7\u00e3o (art. 65, \u00a72\u00ba, II, Lei 8.666\/93).<\/p>\n<p>1.2.7.3. Os contratos de terceiriza\u00e7\u00e3o podem ser <strong>rescindidos<\/strong> na forma do art. 78, da Lei 8.666\/93, e <strong>suspensos<\/strong> na forma dos arts. 8\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, 57, \u00a71\u00ba, II, 78, XIV, art. 79, \u00a75\u00ba, da Lei 8.666\/93. O administrador deve <strong>ponderar a conveni\u00eancia, oportunidade, e proporcionalidade das medidas<\/strong>, considerando a transitoriedade da situa\u00e7\u00e3o, a possibilidade de retomada dos contratos, e a necessidade de proceder \u00e0 nova licita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>1.2.7.4. No caso de <strong>rescis\u00e3o ou suspens\u00e3o<\/strong> dos contratos, \u00e9 <strong>devida indeniza\u00e7\u00e3o<\/strong> ao contratado na forma do art. 79, \u00a72\u00ba, Lei 8.666\/93.<\/p>\n<p>1.2.7.5. A utiliza\u00e7\u00e3o desses instrumentos deve considerar a possibilidade de a empresa utilizar os mecanismos das <strong>MPs 927\/2020 e 936\/2020<\/strong>. A Administra\u00e7\u00e3o pode tamb\u00e9m, em vez de rescindir ou suspender os contratos, buscar uma <strong>solu\u00e7\u00e3o negociada<\/strong> com as empresas ou utilizar a orienta\u00e7\u00e3o do governo federal de pagar os sal\u00e1rios dos colaboradores da empresa, descontando o vale transporte e o t\u00edquete alimenta\u00e7\u00e3o, conforme os Pareceres 106\/2020\/DAJI\/SGCS\/AGU e 310\/2020\/CONJUR-MEC\/CGU\/AGU, da AGU\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.15 &#8211; No caso de servi\u00e7os terceirizados, incluindo o fornecimento de m\u00e3o de obra, em n\u00e3o havendo paralisa\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, mostra-se poss\u00edvel a redu\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria contratual? Qual o percentual monet\u00e1rio poss\u00edvel de redu\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sobre o tema em quest\u00e3o o <strong>Parecer em Consulta TC n\u00ba 004\/2020<\/strong> do TCEES (<a href=\"https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/formidable\/108\/PC-004-2020.pdf\">https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/formidable\/108\/PC-004-2020.pdf<\/a>) estabeleceu o seguinte entendimento: \u201c1.2.8. Os contratos de terceiriza\u00e7\u00e3o que continuarem a ser prestados podem ter seus valores reduzidos com base na <strong>redu\u00e7\u00e3o dos valores dos itens gerenci\u00e1veis<\/strong> e na <strong>revis\u00e3o contratual<\/strong> para efetivar o reequil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro (art. 65, II, \u201cd\u201d, Lei 8.666\/93). <strong>N\u00e3o h\u00e1 percentual limitador<\/strong> para essas hip\u00f3teses\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.16 Quais as orienta\u00e7\u00f5es para pedidos de paralisa\u00e7\u00f5es de obras p\u00fablicas em decorr\u00eancia do novo coronav\u00edrus (Covid-19)?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Caso haja determina\u00e7\u00e3o pelo poder p\u00fablico, na esferas federal, estadual ou municipal, para paralisa\u00e7\u00e3o desse tipo de atividade (obra de engenharia), a paralisa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 obrigat\u00f3ria, sem margem para decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Caso n\u00e3o haja determina\u00e7\u00e3o nesse sentido pelo Poder P\u00fablico, caber\u00e1 \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o avaliar, segundo ju\u00edzo de discricionariedade, a\u00a0<strong>manuten\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o ou suspens\u00e3o<\/strong>\u00a0da execu\u00e7\u00e3o da obra, levando-se considera\u00e7\u00f5es diversos fatores, tais como, avan\u00e7o do n\u00famero de casos de covid-19 no munic\u00edpio com base em dados estat\u00edsticos, essencialidade e urg\u00eancia da obra executada, possibilidade de continuidade da obra sob condi\u00e7\u00f5es mais restritas e cronograma mais alongado, custo de desmobiliza\u00e7\u00e3o, custo de vigil\u00e2ncia contra depreda\u00e7\u00f5es e furtos, solidez e seguran\u00e7a parcial das estruturas j\u00e1 edificadas, dentre outros.<\/p>\n<p>Na hip\u00f3tese de solicita\u00e7\u00e3o de paralisa\u00e7\u00e3o por parte da contratada, caber\u00e1 a esta\u00a0<strong>demonstrar a inviabilidade de execu\u00e7\u00e3o<\/strong>, comprovando o fato impeditivo para cumprimento das cl\u00e1usulas contratuais, devendo a autoridade superior avaliar a solicita\u00e7\u00e3o e decidir de forma motivada, nos termos do art. 8\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico da Lei 8.666\/93 (\u201c\u00c9 proibido o retardamento imotivado da execu\u00e7\u00e3o de obra ou servi\u00e7o, ou de suas parcelas, se existente previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria para sua execu\u00e7\u00e3o total, salvo insufici\u00eancia financeira ou\u00a0<u>comprovado motivo de ordem t\u00e9cnica<\/u>, justificados em despacho circunstanciado da autoridade a que se refere o art. 26 desta Lei) .<\/p>\n<p>Havendo a\u00a0<strong>paralisa\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0da obra, a Administra\u00e7\u00e3o, em conjunto com a empresa contratada, dever\u00e1\u00a0<strong>adequar o cronograma de execu\u00e7\u00e3o contratual, admitindo-se a a prorroga\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong>dos prazos de conclus\u00e3o e de entrega nos termos do art. 57, \u00a71\u00ba, incisos II e III, e \u00a72\u00ba, da Lei 8.666\/93.<\/p>\n<p>Havendo a\u00a0<strong>continuidade<\/strong>\u00a0da obra, caber\u00e1 \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o exigir, por meio do fiscal do contrato, que as empresas contratadas observem estritamente medidas de preven\u00e7\u00e3o ao cont\u00e1gio do novo coronav\u00edrus durante a execu\u00e7\u00e3o do objeto contratual, conforme exig\u00eancias e recomenda\u00e7\u00f5es de \u00f3rg\u00e3os competentes.<\/p>\n<p>Em todo caso, eventual solicita\u00e7\u00e3o de aditivo contratual por parte da empresa contratada, que objetive a manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro inicial do contrato nos termos do art. 65, II, d, da Lei 8.666\/93, dever\u00e1 ser acompanhada de\u00a0<strong>demonstrativo de planilha de custos que comprove o incremento<\/strong>\u00a0solicitado.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.17 &#8211; Em rela\u00e7\u00e3o a contrata\u00e7\u00f5es n\u00e3o relacionadas ao enfrentamento do novo coronav\u00edrus (Covid-19), considerando um \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico que n\u00e3o implementou a modalidade de preg\u00e3o eletr\u00f4nico e considerando que, com as medidas de preven\u00e7\u00e3o e isolamento social, as licita\u00e7\u00f5es presenciais poderiam reduzir a competitividade da disputa, bem como oferecer risco aos participantes e aos agentes de compras, dever\u00e1 o \u00f3rg\u00e3o justificar, na fase interna do procedimento licitat\u00f3rio, a necessidade imediata da contrata\u00e7\u00e3o ou a impossibilidade de aguardar a realiza\u00e7\u00e3o do certame para al\u00e9m do per\u00edodo de isolamento social?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Depende. \u00c9 ineg\u00e1vel que a ado\u00e7\u00e3o de preg\u00e3o sob a modalidade eletr\u00f4nica seja\u00a0<strong>mais recomend\u00e1vel<\/strong>\u00a0na atual circunst\u00e2ncia, sob o ponto de vista da prote\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>Contudo,\u00a0salvo disposi\u00e7\u00e3o legal em \u00e2mbito local ou em raz\u00e3o da origem dos recursos recebidos\u00a0(como ser\u00e1 visto adiante),\u00a0<strong>n\u00e3o h\u00e1 veda\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0\u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de preg\u00e3o presencial\u00a0em raz\u00e3o do enfrentamento ao novo coronav\u00edrus (Covid-19). Sequer a Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020 estabeleceu restri\u00e7\u00e3o \u00e0 sua utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No que tange ao aspecto da competitividade relacionada \u00e0 ado\u00e7\u00e3o do preg\u00e3o presencial, o TCEES j\u00e1 deliberou, por meio do\u00a0<strong>Prejulgado 017<\/strong>\u00a0(anterior \u00e0 atual situa\u00e7\u00e3o emergencial), pela\u00a0impossibilidade de obrigar seus jurisdicionados a utilizarem a modalidade preg\u00e3o na forma eletr\u00f4nica, uma vez que a pr\u00f3pria lei assim n\u00e3o o fez, exceto quando o pr\u00f3prio jurisdicionado tenha editado ato normativo determinando, em seu \u00e2mbito, a ado\u00e7\u00e3o preferencial ou obrigat\u00f3ria desta modalidade para a aquisi\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os comuns.<\/p>\n<p>Em raz\u00e3o disso,\u00a0como regra geral, n\u00e3o h\u00e1\u00a0necessidade de justificativa excepcional para sua utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Inobstante a permiss\u00e3o legal, recomendamos ao gestor que, dentro de sua discricionariedade, observe estritamente as recomenda\u00e7\u00f5es de distanciamento social do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e outros \u00f3rg\u00e3os competentes para combate \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus (Covid-19), tanto na escolha da modalidade licitat\u00f3ria quanto na execu\u00e7\u00e3o dos atos da licita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ressalta-se, por fim, que, segundo o art. 1\u00ba, \u00a73\u00ba, do Decreto Federal 10.024\/2019 (regulamentado pela Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 206\/2019, que estabeleceu prazos para sua aplica\u00e7\u00e3o nos entes federativos), no caso da contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os comuns pelos entes federativos, com a\u00a0<strong>utiliza\u00e7\u00e3o de recursos da Uni\u00e3o decorrentes de transfer\u00eancias volunt\u00e1rias<\/strong>, tais como conv\u00eanios e contratos de repasse,\u00a0<strong>a utiliza\u00e7\u00e3o da modalidade de preg\u00e3o na forma eletr\u00f4nica ser\u00e1 obrigat\u00f3ria<\/strong>, exceto nos casos em que a lei ou a regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que dispuser sobre a modalidade de transfer\u00eancia discipline de forma diversa as contrata\u00e7\u00f5es com os recursos do repasse. De acordo com o \u00a74\u00ba do referido dispositivo legal,\u00a0ser\u00e1 admitida, excepcionalmente, mediante\u00a0<strong>pr\u00e9via justificativa<\/strong>\u00a0da autoridade competente, a utiliza\u00e7\u00e3o da forma de\u00a0<strong>preg\u00e3o presencial<\/strong>, desde que fique\u00a0comprovada a\u00a0<strong>inviabilidade t\u00e9cnica<\/strong>\u00a0ou a\u00a0<strong>desvantagem para a administra\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0na realiza\u00e7\u00e3o da forma eletr\u00f4nica.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.18 &#8211; <\/strong><strong>\u00c9 poss\u00edvel, diante da situa\u00e7\u00e3o de pandemia j\u00e1 caracterizada, fornecedores de produtos de prote\u00e7\u00e3o individual, m\u00e9dico-hospitalares ou mesmo de insumos exigirem da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica pagamento antecipado destes materiais alegando grande procura dos mesmos e pouca oferta no mercado? O pagamento antecipado poder\u00e1 ser realizado pela Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica \u00e0 fornecedores? Em quais condi\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A jurisprud\u00eancia dos Tribunais de Contas, inclusive do TCE-ES, tem admitido a mitiga\u00e7\u00e3o do cumprimento das fases de execu\u00e7\u00e3o da despesa p\u00fablica previstas no art. 60 e seguintes da Lei Federal n\u00ba 4.320\/64 (1 &#8211; empenho, 2 &#8211; liquida\u00e7\u00e3o e 3 &#8211; pagamento), autorizando o pagamento antecipado em\u00a0<strong>situa\u00e7\u00f5es excepcionais<\/strong>,\u00a0em que o fornecedor do bem ou servi\u00e7o exige tal condi\u00e7\u00e3o para celebra\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o do contrato, deixando a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica\u00a0<u>sem alternativas vi\u00e1veis<\/u>\u00a0para sua aquisi\u00e7\u00e3o. O exemplo cl\u00e1ssico dessa situa\u00e7\u00e3o se d\u00e1 na contrata\u00e7\u00e3o de shows art\u00edsticos.<\/p>\n<p>Na atual situa\u00e7\u00e3o de pandemia, \u00e9 de conhecimento p\u00fablico que fabricantes de insumos destinados ao combate e tratamento do coronav\u00edrus, diante da alta demanda e disputa entre compradores, tem feito exig\u00eancias de pagamento antecipado \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, conforme narrado no presente questionamento.<\/p>\n<p>Por outro lado, tamb\u00e9m \u00e9 not\u00f3ria a exist\u00eancia de indiv\u00edduos que se aproveitam da atual situa\u00e7\u00e3o para aplicar golpes na Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, em especial a n\u00e3o entrega de bens contratados ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de pagamento antecipado.<\/p>\n<p>Essa circunst\u00e2ncia demanda uma cautela muito grande por parte da Administra\u00e7\u00e3o na preven\u00e7\u00e3o de fraudes, a ser tomada n\u00e3o apenas durante a\u00a0<u>escolha do fornecedor<\/u>, devendo redobrar a aten\u00e7\u00e3o na verifica\u00e7\u00e3o de sua habilita\u00e7\u00e3o (jur\u00eddica, econ\u00f4mica e t\u00e9cnica), bem como no estabelecimento de\u00a0<u>garantias contratuais efetivas<\/u>\u00a0que a protejam diante de poss\u00edvel inexecu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o ou entrega do bem.<\/p>\n<p>Assim, diante da <u>urgente necessidade de aquisi\u00e7\u00e3o desses bens<\/u> e da\u00a0<u>aus\u00eancia de fornecedores dispostos a celebrar contratos com previs\u00e3o de pagamento que obede\u00e7a as fases da despesa prevista na Lei Federal n\u00ba 4.320\/64 a pre\u00e7os competitivos<\/u>, \u00e9\u00a0<strong>poss\u00edvel<\/strong>\u00a0o pagamento antecipado desde que atendidos os seguintes requisitos na contrata\u00e7\u00e3o: 1) <strong>Interesse p\u00fablico devidamente justificado<\/strong>; 2) <strong>Previs\u00e3o expressa<\/strong> no edital ou instrumento convocat\u00f3rio (caso haja licita\u00e7\u00e3o) e no contrato celebrado; 3) Previs\u00e3o contratual de <strong>garantias efetivas e suficientes<\/strong> para resguardar a Administra\u00e7\u00e3o diante de poss\u00edvel descumprimento do contrato; 4) Minuciosa <strong>verifica\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de habilita\u00e7\u00e3o<\/strong> (jur\u00eddica, econ\u00f4mica e t\u00e9cnica) do fornecedor do bem ou prestador do servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Nesse sentido, foi editada a <strong>MEDIDA PROVIS\u00d3RIA N\u00ba 961, DE 6 DE MAIO DE 2020<\/strong> que oficialmente regulamentou o pagamento antecipado no \u00e2mbito da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica de todas as esferas federativas, para <u>atos praticados durante o atual estado de calamidade p\u00fablica<\/u>.<\/p>\n<p>Para tanto, o art. 1\u00ba, inciso II, da MP estabelece a possibilidade de pagamento antecipado nas licita\u00e7\u00f5es e nos contratos pela Administra\u00e7\u00e3o, desde que: a) represente <strong>condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel<\/strong> para obter o bem ou assegurar a presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o; <strong><u>ou<\/u><\/strong> b) <strong>propicie significativa economia de recursos<\/strong>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, segundo o \u00a71\u00ba desse dispositivo legal, a Administra\u00e7\u00e3o dever\u00e1: I &#8211; <strong>prever<\/strong> a antecipa\u00e7\u00e3o de pagamento em edital ou em instrumento formal de adjudica\u00e7\u00e3o direta; e II &#8211; exigir a <strong>devolu\u00e7\u00e3o integral<\/strong> do valor antecipado na hip\u00f3tese de <strong>inexecu\u00e7\u00e3o<\/strong> do objeto.<\/p>\n<p>O \u00a72\u00ba do dispositivo legal estabelece, ainda, que a Administra\u00e7\u00e3o <strong>poder\u00e1 prever cautelas<\/strong> aptas a <strong>reduzir o risco de inadimplemento<\/strong> contratual, tais como:<\/p>\n<ol style=\"list-style-type: upper-roman\">\n<li>a comprova\u00e7\u00e3o da <strong>execu\u00e7\u00e3o de parte ou de etapa inicial<\/strong> do objeto pelo contratado, para a <strong>antecipa\u00e7\u00e3o do valor remanescente<\/strong>;<\/li>\n<li>a <strong>presta\u00e7\u00e3o de garantia<\/strong> nas modalidades de que trata o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L8666compilado.htm\">art. 56 da Lei n\u00ba 8.666, de 1993<\/a>, de <strong>at\u00e9 trinta por cento<\/strong> do valor do objeto;<\/li>\n<li>a <strong>emiss\u00e3o de t\u00edtulo de cr\u00e9dito<\/strong> pelo contratado;<\/li>\n<li>o <strong>acompanhamento da mercadoria<\/strong>, em qualquer momento do transporte, por representante da Administra\u00e7\u00e3o; e<\/li>\n<li>a exig\u00eancia de <strong>certifica\u00e7\u00e3o do produto ou do fornecedor<\/strong>.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Por fim, segundo o \u00a7 3\u00ba do referido dispositivo \u00e9 <strong><u>vedado<\/u><\/strong> o pagamento antecipado pela Administra\u00e7\u00e3o na hip\u00f3tese de <strong>presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os com <u>regime de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva de m\u00e3o de obra<\/u><\/strong>.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.19 &#8211; A Lei n\u00ba 13.979\/2020 disp\u00f5e no \u00a74\u00ba do art. 4\u00ba sobre a possibilidade da utiliza\u00e7\u00e3o do registro de pre\u00e7os, por meio da dispensa de licita\u00e7\u00e3o quando se tratar de compra ou contrata\u00e7\u00e3o por mais de um \u00f3rg\u00e3o ou entidade. Nessa hip\u00f3tese o \u00f3rg\u00e3o ou a entidade gerenciadora da compra dever\u00e1 estabelecer um prazo para que outros \u00f3rg\u00e3os e entidades manifestem interesse em participar do sistema de registro de pre\u00e7os. Realizando a referida publica\u00e7\u00e3o, abrindo o prazo, conforme estabelecido no \u00a76\u00ba, do art. 4\u00ba da mencionada Lei, caso nenhum \u00f3rg\u00e3o ou entidade manifestem interesse em participar do sistema de registro de pre\u00e7os pode a entidade prosseguir com a referida contrata\u00e7\u00e3o por dispensa? E se a contrata\u00e7\u00e3o fosse realizada atrav\u00e9s do preg\u00e3o previsto no art. 4\u00ba-G da Lei 13.979\/2020, por meio de sistema de registro de pre\u00e7os (art. 4-G, \u00a7 4\u00ba) e ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o, conforme \u00a76\u00ba do art. 4\u00ba, nenhum \u00f3rg\u00e3o ou entidade manifestassem interesse em participar do sistema de registro de pre\u00e7os poderia a entidade realizar o preg\u00e3o e dar prosseguimento a contrata\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O procedimento de divulga\u00e7\u00e3o da inten\u00e7\u00e3o de registro de pre\u00e7o, previsto no art. 4\u00ba, \u00a76\u00ba, da Lei Federal n\u00ba 13.979\/93, tem por finalidade permitir que outros \u00f3rg\u00e3os ou entes participem da ata de registro de pre\u00e7o a ser formada pelo \u00f3rg\u00e3o gerenciador, propiciando a contrata\u00e7\u00e3o compartilhada pela Administra\u00e7\u00e3o, favorecendo a economicidade das aquisi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><u>Nota-se que o referido dispositivo\u00a0<strong>n\u00e3o imp\u00f5e a participa\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong>de outros \u00f3rg\u00e3os ou entes como condi\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria para prosseguimento do procedimento pelo \u00f3rg\u00e3o ou ente gerenciador<\/u>.<\/p>\n<p>Nesse sentido, observa-se que o\u00a0<strong>Decreto Federal n\u00ba 7892\/2013<\/strong>, que regulamenta o Sistema de Registro de Pre\u00e7o em \u00e2mbito federal, aplic\u00e1vel na presente hip\u00f3tese aos\u00a0<strong>entes que n\u00e3o disp\u00f5e de regulamento pr\u00f3prio<\/strong>\u00a0(por disposi\u00e7\u00e3o expressa do \u00a75\u00ba do art. 4\u00ba da Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020), inclusive permite, em seu art. 4\u00ba, \u00a7 1\u00ba, que a divulga\u00e7\u00e3o da inten\u00e7\u00e3o de registro de pre\u00e7os\u00a0<strong>poder\u00e1 ser dispensada<\/strong>, de\u00a0<strong>forma justificada<\/strong>\u00a0pelo \u00f3rg\u00e3o gerenciador.<\/p>\n<p>Assim, conclui-se que\u00a0<strong>a aus\u00eancia de manifesta\u00e7\u00e3o de interessados no prazo estipulado nos termos do art. 4\u00ba, \u00a76\u00ba, da Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020, n\u00e3o impede a continuidade do procedimento<\/strong>.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.20 &#8211; A disponibiliza\u00e7\u00e3o da despesa no Portal da Transpar\u00eancia dever\u00e1 ocorrer ap\u00f3s o empenho ou ap\u00f3s realizada todas as etapas da despesa?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Como regra a publica\u00e7\u00e3o dos dados exigidos pelo art. 4\u00ba, \u00a72\u00ba, da Lei Federal n\u00ba 13.979\/93 deve se dar com a\u00a0<strong>celebra\u00e7\u00e3o do contrato administrativo<\/strong>.<\/p>\n<p>Nos casos em que lei permite a substitui\u00e7\u00e3o do instrumento do contrato por outros instrumentos h\u00e1beis, tais como carta-contrato, nota de empenho de despesa, autoriza\u00e7\u00e3o de compra ou ordem de execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, conforme previs\u00e3o do art. 63, da Lei Federal n\u00ba 8.666\/93, a publica\u00e7\u00e3o deve se dar com a\u00a0<strong>expedi\u00e7\u00e3o de tais documentos<\/strong>, n\u00e3o devendo aguardar a realiza\u00e7\u00e3o de todas as etapas da despesa para tanto.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.21 &#8211; Nas compras emergenciais realizadas com fundamento na lei 13.979\/2020, a interpreta\u00e7\u00e3o dada \u00e9 de que se mant\u00e9m a aplica\u00e7\u00e3o do art. 26, da Lei 8.666\/1993 considerando que as aquisi\u00e7\u00f5es pela 13.979\/2020 n\u00e3o se confundem com aquelas realizadas com fundamento no art. 24, IV, da Lei 8.666\/93?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A contrata\u00e7\u00e3o emergencial prevista no art. 4\u00ba da Lei Federal n\u00ba 13.079\/2020 trata de nova hip\u00f3tese de dispensa de licita\u00e7\u00e3o, tempor\u00e1ria e espec\u00edfica para a\u00e7\u00f5es de combate ao novo coronav\u00edrus, portanto, distinta daquelas previstas no art. 24 da Lei Federal n\u00ba 8.666\/1993, inclusive possuindo\u00a0<strong>regras especiais<\/strong>\u00a0de publicidade (art. 4\u00ba, \u00a72\u00ba), bem como de caracteriza\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o emergencial (art. 4-B) e justificativa do pre\u00e7o contratado (art. 4-E, \u00a71\u00ba, inc. VI, \u00a7\u00a72\u00ba e 3\u00ba).<\/p>\n<p>Portanto, em raz\u00e3o de possuir\u00a0<strong>procedimento pr\u00f3prio e especial<\/strong>, que objetiva simplificar a contrata\u00e7\u00e3o por dispensa nesses casos, a ela\u00a0<u>n\u00e3o se aplicam as disposi\u00e7\u00f5es previstas no art. 26 da Lei de Licita\u00e7\u00e3o e Contratos<\/u>.<\/p>\n<p>Vale dizer, ainda, que\u00a0<strong>n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o em ambas as leis nesse sentido<\/strong>, ao passo que o art. 26, da Lei de Licita\u00e7\u00f5es, expressamente descreve todas as formas de contrata\u00e7\u00e3o que devem se submeter ao rito nele previsto, n\u00e3o tendo sido inclu\u00edda pela legislador a dispensa de licita\u00e7\u00e3o prevista na Lei Federal 13.979\/2020.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.22 &#8211; Acerca do disposto na parte final do \u00a72\u00ba do art. 4\u00ba da Lei Federal 13.979\/2020 &#8220;ser\u00e3o imediatamente disponibilizadas em s\u00edtio oficial espec\u00edfico na rede mundial de computadores (internet) [&#8230;] o respectivo processo de contrata\u00e7\u00e3o ou aquisi\u00e7\u00e3o&#8221;. Trata-se, aqui, da publica\u00e7\u00e3o integral do processo? Se n\u00e3o, quais as partes que devem ser selecionadas para disponibiliza\u00e7\u00e3o afora os dados m\u00ednimos j\u00e1 delineados nas normas de refer\u00eancia (12.527\/2011 e a Lei acima citada)?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Verifica-se que o art. 4\u00ba, \u00a72\u00ba, da Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020, menciona apenas \u201cprocesso de contrata\u00e7\u00e3o ou aquisi\u00e7\u00e3o\u201d,\u00a0<u>sem descrever se refere-se ou n\u00e3o \u00e0 sua integralidade<\/u>, de forma que, a princ\u00edpio, \u00e9 poss\u00edvel interpret\u00e1-lo no sentido de que a indica\u00e7\u00e3o da\u00a0<strong>numera\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0do respectivo processo seja suficiente para cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o haja determina\u00e7\u00e3o legal expressa, cabe ao gestor p\u00fablico, dentro de sua\u00a0<strong>discricionariedade<\/strong>\u00a0e, atendendo aos\u00a0<strong>princ\u00edpios da efici\u00eancia, moralidade e publicidade<\/strong>, ir al\u00e9m do m\u00ednimo exigido pela lei e incluir informa\u00e7\u00f5es que\u00a0<strong>maximizem a transpar\u00eancia<\/strong>\u00a0das referidas contrata\u00e7\u00f5es, sendo\u00a0<u>recomend\u00e1vel<\/u>\u00a0a divulga\u00e7\u00e3o dos seguintes itens:<\/p>\n<ul>\n<li>o nome do\/a contratado\/a e seu CNPJ\/CPF*;<\/li>\n<li>o valor total e por unidade*;<\/li>\n<li>o prazo contratual*, considerando as limita\u00e7\u00f5es impostas pelo art. 4\u00ba-H da Lei n\u00ba 13.979;<\/li>\n<li>o n\u00famero do processo de contrata\u00e7\u00e3o e a \u00edntegra do contrato* e\/ou a nota de empenho correspondente;<\/li>\n<li>o \u00f3rg\u00e3o contratante;<\/li>\n<li>o descritivo, a quantidade e o tipo de bem ou servi\u00e7o adquirido;<\/li>\n<li>o local da execu\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>a data da celebra\u00e7\u00e3o e\/ou da publica\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio Oficial;<\/li>\n<li>a forma de contrata\u00e7\u00e3o (preg\u00e3o ou dispensa de licita\u00e7\u00e3o);<\/li>\n<li>a <strong>\u00edntegra e\/ou as pe\u00e7as principais do processo<\/strong>\u00a0administrativo que antecedeu a contrata\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>(* exig\u00eancias obrigat\u00f3rias pela\u00a0Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020)<\/p>\n<p>A referida recomenda\u00e7\u00e3o tem como fonte o documento intitulado\u00a0<strong>RECOMENDA\u00c7\u00d5ES PARA TRANSPAR\u00caNCIA DE CONTRATA\u00c7\u00d5ES EMERGENCIAIS EM RESPOSTA \u00c0 COVID-19<\/strong>, elaborado pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o em parceria com a Transpar\u00eancia Internacional, (acess\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/comunidade.transparenciainternacional.org.br\/asset\/86:tibr-recomendacoes-de-contratacoes-emergenciais-covid19?stream=1\">https:\/\/comunidade.transparenciainternacional.org.br\/asset\/86:tibr-recomendacoes-de-contratacoes-emergenciais-covid19?stream=1<\/a><\/p>\n<p>Em todo caso, a assinatura de termo de responsabilidade\u00a0<strong>n\u00e3o surtir\u00e1 qualquer efeito<\/strong>\u00a0caso pretenda dispor sobre a\u00a0<u>vida ou sa\u00fade<\/u>\u00a0dos servidores, pois cuidam de\u00a0<strong>direitos indispon\u00edveis<\/strong>.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>2.23 &#8211; Como ficam as disposi\u00e7\u00f5es da <u>Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020<\/u>, sobretudo aquelas relacionadas \u00e0s contrata\u00e7\u00f5es emerg\u00eancias, com o <u>fim da vig\u00eancia do Decreto Legislativo n\u00ba 6, de 20 de mar\u00e7o de 2020<\/u>, que reconheceu o estado de calamidade p\u00fablica no territ\u00f3rio nacional at\u00e9 31\/12\/2020, considerando que a vig\u00eancia daquela lei (art. 8\u00ba) estava vinculada a este? <\/strong><\/span><\/p>\n<p>A vig\u00eancia da Lei Federal n\u00ba 13.979\/2020 foi <strong>vinculada \u00e0 vig\u00eancia do Decreto Legislativo n\u00ba 6, de 20 de mar\u00e7o de 2020<\/strong>, conforme se depreende da leitura do art. 8\u00ba daquela lei.<\/p>\n<p>Portanto, com o fim da vig\u00eancia do decreto, que se deu em <strong>31\/12\/2020<\/strong>, <u>as disposi\u00e7\u00f5es da referida lei n\u00e3o s\u00e3o mais aplic\u00e1veis<\/u>, <strong><u>com exce\u00e7\u00e3o<\/u><\/strong>, nesse momento, das <u>medidas sanit\u00e1rias extraordin\u00e1rias de combate \u00e0 pandemia previstas nos <strong>arts. 3\u00b0, 3\u00b0-A, 3\u00b0-B, 3\u00b0-C, 3\u00b0-D, 3\u00b0-E, 3-F, 3\u00b0-G, 3\u00b0-H e 3\u00b0-J<\/strong><\/u>, em virtude de decis\u00e3o do STF nos autos da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6625, que <strong>estendeu excepcionalmente a vig\u00eancia dos referidos dispositivos<\/strong> objetivando possibilitar a continuidade de medidas profil\u00e1ticas e terap\u00eauticas necess\u00e1rias ao enfrentamento da pandemia.<\/p>\n<p>Ver mais em <a href=\"http:\/\/portal.stf.jus.br\/noticias\/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=461873&amp;ori=1\">http:\/\/portal.stf.jus.br\/noticias\/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=461873&amp;ori=1<\/a><\/p>\n<p>Assim, a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica poder\u00e1 recorrer ao <strong>art. 24, inciso IV, da Lei Federal n\u00ba 8.666\/93<\/strong>, caso necessite realizar <u>contrata\u00e7\u00e3o emergencial para o combate \u00e0 pandemia<\/u>, devendo observar os requisitos para tanto, sobretudo aqueles previstos no <strong>art. 26 <\/strong>da mesma lei, em especial a <strong>caracteriza\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o emergencial<\/strong>, calamitosa ou de grave e iminente risco \u00e0 seguran\u00e7a p\u00fablica que justifique a dispensa, a <strong>raz\u00e3o da escolha do fornecedor<\/strong> ou executante e a <strong>justificativa do pre\u00e7o<\/strong> contratado.[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;3 &#8211; PESSOAL&#8221; tab_id=&#8221;1585843089157-8ba7dd09-15a3&#8243;][vc_column_text]<span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.1 &#8211; Os munic\u00edpios poder\u00e3o contratar pessoal por prazo determinado?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim. Em seu artigo 37, inciso IX, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal estipula que a lei poder\u00e1 estabelecer os casos de contrata\u00e7\u00e3o por tempo determinado para atender \u00e0 necessidade tempor\u00e1ria de excepcional interesse p\u00fablico.<\/p>\n<p>No caso de emerg\u00eancia ou de calamidade p\u00fablica, em ocorrendo a necessidade tempor\u00e1ria de excepcional interesse p\u00fablico, o munic\u00edpio dever\u00e1 providenciar a elabora\u00e7\u00e3o de lei contendo a autoriza\u00e7\u00e3o para essas contrata\u00e7\u00f5es, descrevendo as hip\u00f3teses autorizativas.<\/p>\n<p>Conv\u00e9m lembrar que compete ao gestor, ao aplicar a lei, comprovar que aquela contrata\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de se enquadrar em hip\u00f3tese constante da lei do munic\u00edpio, encontra-se em conson\u00e2ncia com o artigo 37, inciso IX, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n<p>A lei municipal dever\u00e1 estabelecer, de maneira razo\u00e1vel, os prazos m\u00e1ximos da dura\u00e7\u00e3o dos contratos, as fun\u00e7\u00f5es a serem desempenhadas com a respectiva escolaridade exigida, a remunera\u00e7\u00e3o, seus direitos e deveres, e ainda dispor quanto \u00e0 possibilidade ou n\u00e3o da prorroga\u00e7\u00e3o do contrato.<\/p>\n<p>Antes de proceder \u00e0s assinaturas dos contratos, dever\u00e1 providenciar a respectiva dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.2 &#8211; H\u00e1 veda\u00e7\u00e3o \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de pessoal tempor\u00e1rio neste ano de elei\u00e7\u00f5es municipais, para atendimento a situa\u00e7\u00e3o emergencial ou de calamidade p\u00fablica?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>N\u00e3o. O art. 73, V, da Lei Federal n\u00ba 9.504\/1997 (Lei Geral de Elei\u00e7\u00f5es) prev\u00ea condutas que s\u00e3o vedadas aos agentes p\u00fablicos em ano eleitoral, dentre elas, a contrata\u00e7\u00e3o de pessoal nos tr\u00eas meses que antecedem o pleito eleitoral at\u00e9 a posse dos eleitos, sob pena de nulidade do ato.<\/p>\n<p>Contudo, a al\u00ednea \u201cd\u201d do mesmo dispositivo legal traz como exce\u00e7\u00e3o \u00e0quela veda\u00e7\u00e3o a \u201ccontrata\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria \u00e0 <strong>instala\u00e7\u00e3o ou ao funcionamento inadi\u00e1vel de servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais<\/strong>, com pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do chefe do Poder Executivo\u201d.<\/p>\n<p>O conceito de servi\u00e7o p\u00fablico essencial, de que trata a lei eleitoral, deve ser interpretado de maneira restritiva, exigindo que os servi\u00e7os p\u00fablicos a serem prestados sejam realmente inadi\u00e1veis, justamente para abarcar os casos relacionados \u00e0 sobreviv\u00eancia, sa\u00fade ou seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n<p>O Tribunal Superior Eleitoral &#8211; TSE, para conceituar a essencialidade do servi\u00e7o p\u00fablico, para fins do artigo 75, V, \u201cd\u201d, utiliza, por analogia, a regra do artigo 11, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei Federal n\u00ba 7.783\/1989 (Lei de Greve), que assim preceitua: \u201cs\u00e3o necessidades inadi\u00e1veis da comunidade aquelas que, <strong>n\u00e3o atendidas, coloquem em perigo iminente a sobreviv\u00eancia, a sa\u00fade ou a seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a t\u00edtulo exemplificativo, o TSE reconheceu como servi\u00e7o p\u00fablico essencial e inadi\u00e1vel a ocorr\u00eancia de \u201csurto de dengue\u201d (AC n. 4.248, de 20.5.2003, rel. Min. Fernando Neves).<\/p>\n<p>Desse modo, a situa\u00e7\u00e3o emergencial que se instalou, nos entes da Federa\u00e7\u00e3o, em raz\u00e3o da pandemia do novo coronav\u00edrus (Covid-19), enquadra-se no conceito de servi\u00e7o p\u00fablico essencial, porquanto coloca em perigo iminente a sobreviv\u00eancia e a sa\u00fade de todos os cidad\u00e3os.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.3 &#8211; A contrata\u00e7\u00e3o de agentes tempor\u00e1rios dever\u00e1 ser realizada por meio de processo seletivo p\u00fablico com prova escrita?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Depende. No que tange \u00e0 forma de sele\u00e7\u00e3o desses profissionais, o TCE-ES possui entendimento no sentido de que, no curso do processo seletivo simplificado, a realiza\u00e7\u00e3o de prova escrita \u00e9 uma <strong>op\u00e7\u00e3o discricion\u00e1ria<\/strong> da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica contratante, <u>competindo ao legislador infraconstitucional regulamentar a mat\u00e9ria no \u00e2mbito de cada ente federativo<\/u>, o que torna a prova escrita obrigat\u00f3ria apenas nos casos em que a legisla\u00e7\u00e3o local a determine (Ac\u00f3rd\u00e3o TC 1503\/2018-Plen\u00e1rio, Processo TC 2059\/2016).<\/p>\n<p>Vale lembrar que a Lei Federal n\u00ba 8.745\/1993, que regulamenta a contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria no \u00e2mbito federal, estabelece em seu art. 3\u00ba, \u00a71\u00ba, conforme altera\u00e7\u00e3o promovida pela MP 922\/2020, que <strong>prescindir\u00e1 de processo seletivo<\/strong> a contrata\u00e7\u00e3o para atender \u00e0s necessidades decorrentes de: I &#8211; calamidade p\u00fablica; II &#8211; emerg\u00eancia em sa\u00fade p\u00fablica; III &#8211; emerg\u00eancia e crime ambiental; IV &#8211; emerg\u00eancia humanit\u00e1ria; V &#8211; situa\u00e7\u00f5es de iminente risco \u00e0 sociedade.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.4 &#8211; \u00c9 poss\u00edvel atribuir a servidores atividades distintas do seu cargo ou emprego, temporariamente, para situa\u00e7\u00f5es de interesse ao combate da pandemia do novo coronav\u00edrus (Covid-19)?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Depende. Como regra, n\u00e3o pode o servidor exercer atribui\u00e7\u00f5es diversas do cargo ou emprego para o qual foi nomeado, sem possuir a devida habilita\u00e7\u00e3o, sob pena de o procedimento caracterizar o desvio ilegal de fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Todavia, em situa\u00e7\u00f5es excepcionais, como a presente pandemia do coronav\u00edrus (Covid-19), em que se requer a prote\u00e7\u00e3o iminente da vida (bem jur\u00eddico maior a ser tutelado) e da sa\u00fade da coletividade, pode-se admitir, por meio de Decreto regulamentando as situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, que determinados servidores exer\u00e7am, em car\u00e1ter de urg\u00eancia e de modo tempor\u00e1rio, atividades distintas do cargo ou emprego para o qual foram nomeados, desde que possuam habilita\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para exercer o mister a que forem designados.<\/p>\n<p>Adverte-se que a contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de pessoal por prazo determinado \u00e9 a modalidade de admiss\u00e3o prevista para atender situa\u00e7\u00f5es de excepcionalidade de interesse p\u00fablico. Contudo, se tal medida, no caso espec\u00edfico e concreto, for mais onerosa financeiramente ao ente p\u00fablico, face \u00e0 peculiaridade da situa\u00e7\u00e3o emergencial\/calamitosa, torna-se poss\u00edvel atribuir a servidores atividades distintas para atender \u00e0s situa\u00e7\u00f5es de interesse ao combate da pandemia, atento ao princ\u00edpio da indisponibilidade do interesse p\u00fablico e ao da continuidade dos servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.5 &#8211; Quais medidas podem ser tomadas em rela\u00e7\u00e3o a servidores que n\u00e3o estejam cumprindo atribui\u00e7\u00f5es essenciais durante a interrup\u00e7\u00e3o das atividades decorrente do isolamento social?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Deve-se estimular a frui\u00e7\u00e3o de <strong>f\u00e9rias<\/strong> por servidores que exer\u00e7am atividades, por sua natureza, incompat\u00edveis com o <strong>teletrabalho<\/strong> (que pode ser regulamentado em \u00e2mbito local, com especial aten\u00e7\u00e3o ao controle de produtividade) ou que, em fun\u00e7\u00e3o das compet\u00eancias atribu\u00eddas, n\u00e3o seja suscet\u00edvel de <strong>realoca\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>Outra possibilidade \u00e9 fazer a <strong>compensa\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho<\/strong> quando a situa\u00e7\u00e3o normalizar, ou <strong>utilizar de banco de horas<\/strong> (se existir regulamenta\u00e7\u00e3o no \u00f3rg\u00e3o ou na entidade).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m deve ser estimulada a <strong>capacita\u00e7\u00e3o<\/strong> dos servidores por meio de plataformas virtuais de ensino \u00e0 dist\u00e2ncia. A Escola de Contas P\u00fablicas &#8211; ECP do TCE-ES disp\u00f5e de 45 cursos online, englobando sete \u00e1reas tem\u00e1ticas, quais sejam: Auditoria e Contabilidade; \u00c9tica e Cidadania; Gest\u00e3o; Or\u00e7amento e Finan\u00e7as; Desenvolvimento Pessoal e Profissional; Inform\u00e1tica; Licita\u00e7\u00f5es e Compras P\u00fablicas; e Direito e Legisla\u00e7\u00e3o aplicada. Fonte: <a href=\"https:\/\/www.tcees.tc.br\/capacitacoes-sao-gratuitas-e-englobam-sete-areas-tematicas\/\">https:\/\/www.tcees.tc.br\/capacitacoes-sao-gratuitas-e-englobam-sete-areas-tematicas\/<\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.6 &#8211; Como fica a situa\u00e7\u00e3o dos servidores que recebem adicional de insalubridade ou periculosidade, extens\u00e3o de carga hor\u00e1ria, gratifica\u00e7\u00f5es de chefia, vantagens em geral, que est\u00e3o afastados do servi\u00e7o devido ao covid-19 por estarem no grupo de risco. Eles podem receber a vantagem normalmente?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Em primeiro lugar recomenda-se que se observe legisla\u00e7\u00e3o que trate da referida mat\u00e9ria no \u00e2mbito do respectivo ente ou \u00f3rg\u00e3o (estatuto de servidores e legisla\u00e7\u00e3o correlata).<\/p>\n<p>Como regra geral o pagamento das vantagens mencionadas no questionamento pressup\u00f5e o <strong>efetivo exerc\u00edcio<\/strong> da fun\u00e7\u00e3o ou cargo nas condi\u00e7\u00f5es mencionadas.<\/p>\n<p>Portanto, salvo disposi\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio no \u00e2mbito da legisla\u00e7\u00e3o local, havendo o afastamento da fun\u00e7\u00e3o ou cargo <strong>sem o efetivo exerc\u00edcio da contrapresta\u00e7\u00e3o<\/strong> a ela correspondente, o pagamento das referidas vantagens <strong>n\u00e3o deve ser mantido<\/strong>.<\/p>\n<p>Nos casos de gratifica\u00e7\u00f5es de chefia, compete \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o avaliar a conveni\u00eancia e oportunidade de desconstitui\u00e7\u00e3o dos provimentos e designa\u00e7\u00f5es dos servidores que estejam ocupando esses cargos ou fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.7 &#8211; Considerando que muitas C\u00e2maras Municipais s\u00e3o formadas por 09 (nove) vereadores, sendo que alguns deles podem se enquadrar em grupos de risco conforme orienta\u00e7\u00f5es de \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade, ficando um n\u00famero reduzido de vereadores para participa\u00e7\u00e3o das sess\u00f5es, \u00e9 poss\u00edvel suspender as sess\u00f5es legislativas e continuar o pagamento dos subs\u00eddios dos vereadores ou se dever\u00e3o ser suspensos enquanto perdurar a suspens\u00e3o das sess\u00f5es?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>No tocante \u00e0 suspens\u00e3o ou n\u00e3o das sess\u00f5es em raz\u00e3o do n\u00famero reduzido de vereadores que estejam em condi\u00e7\u00e3o de atend\u00ea-las (como medida preventiva ao cont\u00e1gio do novo coronav\u00edrus (Covid-19)), recomenda-se que seja <strong>observado o que determina o regimento interno de cada casa legislativa<\/strong>, com aten\u00e7\u00e3o especial ao qu\u00f3rum m\u00ednimo de delibera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Independente disso, a decis\u00e3o de manter ou suspender as sess\u00f5es deve levar em considera\u00e7\u00e3o a ado\u00e7\u00e3o de <strong>medidas de distanciamento social<\/strong> recomendadas pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e demais autoridades competentes no assunto.<\/p>\n<p>Uma solu\u00e7\u00e3o que tem sido adotada, com \u00eaxito, em alguns \u00f3rg\u00e3os deliberativos, a exemplo do pr\u00f3prio TCE-ES, \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de <strong>sess\u00e3o por videoconfer\u00eancia<\/strong>, sobretudo para solu\u00e7\u00e3o de demandas mais urgentes, devendo ser disponibilizada ao p\u00fablico.<\/p>\n<p>Salvo disposi\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio na legisla\u00e7\u00e3o local, <strong>n\u00e3o h\u00e1 preju\u00edzo \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de subs\u00eddios de vereadores<\/strong>, eis que o fundamento da impossibilidade se d\u00e1 por fator alheio \u00e0 vontade do parlamentar e, mesmo porque, o subs\u00eddio objetiva remunerar a atividade da verean\u00e7a como um todo e n\u00e3o apenas a realiza\u00e7\u00e3o de sess\u00f5es legislativas, devendo ser observado, contudo, a orienta\u00e7\u00e3o que consta no item 3.6, no que tange ao pagamento de vantagens relacionadas a fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas cujo pagamento pressup\u00f5e seu efetivo exerc\u00edcio e que n\u00e3o possam ser exercidas em raz\u00e3o de afastamento.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.8 &#8211; Considerando a suspens\u00e3o de algumas atividades da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, qual a orienta\u00e7\u00e3o no que tange ao pagamento do vale-transporte de profissionais que n\u00e3o estejam exercendo suas fun\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Por se tratar de verba de <strong>natureza indenizat\u00f3ria<\/strong>, que objetiva custear a despesa do servidor no seu deslocamento entre resid\u00eancia e local de trabalho, o pagamento deve ser suspenso enquanto n\u00e3o houver o retorno das atividades e, por conseguinte, a configura\u00e7\u00e3o do fato gerador da verba.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.9 &#8211; O munic\u00edpio precisa contratar servidores para diversas secretarias e j\u00e1 estava em andamento uma prepara\u00e7\u00e3o de processo seletivo, por\u00e9m, em virtude da pandemia, surgiu a d\u00favida sobre a realiza\u00e7\u00e3o do processo, uma vez que gera aglomera\u00e7\u00e3o e, por ocasi\u00e3o da entrega de documentos, precisamos de pessoal para verifica\u00e7\u00e3o e manuseio de documentos. Como proceder?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o do processo seletivo configura, essencialmente, quest\u00e3o de\u00a0<strong>m\u00e9rito administrativo<\/strong>, a ser avaliada e decidida pelo gestor p\u00fablico segundo seu\u00a0<strong>ju\u00edzo de conveni\u00eancia e oportunidade<\/strong>, avaliando os aspectos f\u00e1ticos moment\u00e2neos, inclusive or\u00e7ament\u00e1rio e fiscal.<\/p>\n<p>Em se tratando de processo seletivo simplificado para contrata\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>agentes tempor\u00e1rios<\/strong>, recomendamos que seja levada em considera\u00e7\u00e3o a\u00a0<strong>perman\u00eancia<\/strong>, nas atuais circunst\u00e2ncias, da\u00a0<strong>situa\u00e7\u00e3o de excepcional interesse p\u00fablico<\/strong>\u00a0que justifique a admiss\u00e3o de todas as fun\u00e7\u00f5es que foram inicialmente planejadas.<\/p>\n<p>Havendo a necessidade da admiss\u00e3o, recomendamos que se avalie, dentro do que permite a legisla\u00e7\u00e3o local sobre contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria, a possibilidade de\u00a0<strong>recebimento da documenta\u00e7\u00e3o dos candidatos, preferencialmente, por meio eletr\u00f4nico<\/strong>.<\/p>\n<p>Sendo invi\u00e1vel essa possibilidade por quest\u00f5es t\u00e9cnicas ou legais, recomendamos que seja organizada rotina de recebimento da documenta\u00e7\u00e3o que observe, ao m\u00e1ximo, as recomenda\u00e7\u00f5es de distanciamento social expedidas pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e demais \u00f3rg\u00e3os competentes, evitando, sobretudo, a aglomera\u00e7\u00e3o de pessoas, de modo a proteger a sa\u00fade tanto dos candidatos inscritos quanto dos servidores envolvidos no processo.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.10 &#8211; \u00c9 poss\u00edvel a rescis\u00e3o de contratos administrativos de designa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria, antes do prazo final, baseando-se na conveni\u00eancia administrativa, considerando as dificuldades financeiras derivadas da queda de arrecada\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Segundo entendimento do <strong>Parecer em Consulta TC n\u00ba 004\/2020<\/strong> do TCEES (<a href=\"https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/formidable\/108\/PC-004-2020.pdf\">https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/formidable\/108\/PC-004-2020.pdf<\/a>): \u201c1.2.1. <strong>\u00c9 poss\u00edvel a rescis\u00e3o<\/strong> de contratos administrativos de designa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria, antes do prazo final, com base na conveni\u00eancia administrativa, que independente da exig\u00eancia por lei local quanto \u00e0 justificativa da rescis\u00e3o, neste caso excepcional de pandemia dever\u00e1 ser <strong>precedida de motiva\u00e7\u00e3o<\/strong>, n\u00e3o podendo ser promovida de forma gen\u00e9rica, devendo ser instru\u00edda com dados concretos quanto ao motivo declarado\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.11 &#8211; Mostra-se vi\u00e1vel a manuten\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios dos servidores contratados temporariamente, mesmo n\u00e3o havendo efetiva presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, j\u00e1 que n\u00e3o se mostra poss\u00edvel o trabalho remoto?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Segundo entendimento do <strong>Parecer em Consulta TC n\u00ba 004\/2020<\/strong> do TCEES (<a href=\"https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/formidable\/108\/PC-004-2020.pdf\">https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/formidable\/108\/PC-004-2020.pdf<\/a>): \u201c1.2.2. <strong>\u00c9 poss\u00edvel<\/strong> a manuten\u00e7\u00e3o dos contratos e, consequentemente, dos sal\u00e1rios dos servidores contratados temporariamente, mesmo n\u00e3o havendo efetiva presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, <strong>considerando-se os dias de servi\u00e7o n\u00e3o prestado como faltas justificadas<\/strong>, na forma do art. 3\u00ba, \u00a73\u00ba, Lei 13.979\/2020, e em homenagem aos princ\u00edpios constitucionais econ\u00f4micos e sociais, mas <strong>preferencialmente dever\u00e3o imbuir-se na tentativa de exercerem fun\u00e7\u00e3o remota<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.12 &#8211; \u00c9 poss\u00edvel a suspens\u00e3o por prazo determinado de contratos administrativos de designa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria, mesmo n\u00e3o havendo dispositivo legal na lei que rege tal esp\u00e9cie de contrata\u00e7\u00e3o, utilizando-se, por analogia o artigo art. 79 S 50 da Lei 8666\/93?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Segundo entendimento do <strong>Parecer em Consulta TC n\u00ba 004\/2020<\/strong> do TCEES (<a href=\"https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/formidable\/108\/PC-004-2020.pdf\">https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/formidable\/108\/PC-004-2020.pdf<\/a>): \u201c1.2.3. <strong>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a suspens\u00e3o<\/strong> por prazo determinado de contratos administrativos de designa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria utilizando-se de analogia com a Lei 8.666\/93, uma vez que a Lei de Licita\u00e7\u00f5es e Contratos regula contrata\u00e7\u00f5es de natureza jur\u00eddica diversa o que torna inaplic\u00e1vel a utiliza\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo de interpreta\u00e7\u00e3o por analogia, bem como por for\u00e7a da norma geral disposta no art. 3\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, Medida Provis\u00f3ria 936\/2020, que veda a aplica\u00e7\u00e3o do instituto da suspens\u00e3o tempor\u00e1ria do contrato de trabalho \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.13 &#8211; \u00c9 poss\u00edvel a proposi\u00e7\u00e3o de projeto de lei, modificando a legisla\u00e7\u00e3o local que rege as contrata\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias, prevendo a hip\u00f3tese de suspens\u00e3o do contrato, caso n\u00e3o seja poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o do art. 79 S 50 da lei 8666\/93, por analogia?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Segundo entendimento do <strong>Parecer em Consulta TC n\u00ba 004\/2020<\/strong> do TCEES (<a href=\"https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/formidable\/108\/PC-004-2020.pdf\">https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/formidable\/108\/PC-004-2020.pdf<\/a>): \u201c1.2.4. <strong>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a suspens\u00e3o por prazo determinado de contratos administrativos de designa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria utilizando-se lei local<\/strong>, por for\u00e7a da norma geral disposta no art. 3\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, Medida Provis\u00f3ria 936\/2020, que veda a aplica\u00e7\u00e3o do instituto da suspens\u00e3o tempor\u00e1ria do contrato de trabalho \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.14 &#8211; \u00c9 poss\u00edvel a manuten\u00e7\u00e3o dos contratos administrativos de servidores em designa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria, pagando-se apenas parte da remunera\u00e7\u00e3o dos profissionais? Nesse caso, mostra-se necess\u00e1rio o envio de projeto de lei a C\u00e2mara Municipal?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Segundo entendimento do <strong>Parecer em Consulta TC n\u00ba 004\/2020<\/strong> do TCEES (<a href=\"https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/formidable\/108\/PC-004-2020.pdf\">https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/formidable\/108\/PC-004-2020.pdf<\/a>): \u201c1.2.5. <strong>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a redu\u00e7\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o<\/strong> paga em raz\u00e3o de contratos administrativos de designa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria utilizando-se lei local, por for\u00e7a da norma geral disposta no art. 3\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, Medida Provis\u00f3ria 936\/2020, que veda a aplica\u00e7\u00e3o do instituto da redu\u00e7\u00e3o proporcional de jornada de trabalho e de sal\u00e1rios da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.15 &#8211; No caso de servidores comissionados, sendo a contrata\u00e7\u00e3o de natureza &#8220;ad nutum&#8221; nos termos do artigo 37, inciso II da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, seria poss\u00edvel a exonera\u00e7\u00e3o para conten\u00e7\u00e3o de despesas, mesmo em meio a emerg\u00eancia em sa\u00fade p\u00fablica de n\u00edvel mundial?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Segundo entendimento do <strong>Parecer em Consulta TC n\u00ba 004\/2020<\/strong> do TCEES (<a href=\"https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/formidable\/108\/PC-004-2020.pdf\">https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/formidable\/108\/PC-004-2020.pdf<\/a>): \u201c1.2.6. <strong>\u00c9 poss\u00edvel a exonera\u00e7\u00e3o<\/strong> de servidores ocupantes de cargo em comiss\u00e3o mesmo durante a pandemia, devendo a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica avaliar a conveni\u00eancia e oportunidade da medida\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.16 &#8211; O Munic\u00edpio pode permanecer com servidoras gestantes em seus respectivos locais de trabalho? Assim como servidores acima de 60 anos e portadores de ouras enfermidades? Pode o Munic\u00edpio decidir se vai liberar ou n\u00e3o os servidores? Caso n\u00e3o seja poss\u00edvel permanecer com eles em seus postos de trabalho, pode os mesmos, sobretudo as gr\u00e1vidas assinarem um termo de responsabilidade e voltar a trabalhar? Afirmando que alguns dos trabalhos s\u00e3o incompat\u00edveis com as formas de trabalho remoto.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O TCEES n\u00e3o \u00e9 \u00f3rg\u00e3o competente para decidir se servidoras gestantes, idosos ou portadores de defici\u00eancia devem ou n\u00e3o permanecer nos respectivos locais de trabalho, uma vez que se trata de quest\u00e3o m\u00e9dica ligada \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, que foge \u00e0 expertise desta Corte de Contas,\u00a0especialmente em rela\u00e7\u00e3o a servidores que se encontram em grupo de risco.<\/p>\n<p>Todavia compete a todos os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, dentro de sua discricionariedade, avaliar a libera\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o de servidores (dentre outras poss\u00edveis medidas, tais como: compensa\u00e7\u00e3o de jornada, est\u00edmulo \u00e0 frui\u00e7\u00e3o de f\u00e9rias, realiza\u00e7\u00e3o de capacita\u00e7\u00e3o online \u2013 vide item 3.5 do Guia B\u00e1sico deste hotsite),\u00a0<strong>observando orienta\u00e7\u00f5es de distanciamento social expedidas por\u00a0<u>\u00f3rg\u00e3os e autoridades de sa\u00fade<\/u><\/strong>.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.17 &#8211; Quando a LC 173\/2020 ressalva a concess\u00e3o de benef\u00edcios aos servidores a previs\u00f5es legais anteriores a calamidade (art. 8\u00ba) como deve ser entendido esse anterior. \u00c9 anterior ao reconhecimento da calamidade pelo Congresso Nacional? Anterior a calamidade reconhecida pela Assembleia Legislativa? Ou anterior ao in\u00edcio da pandemia no Brasil? O art. 8\u00ba da LC 173 traz v\u00e1rias proibi\u00e7\u00f5es at\u00e9 31\/12\/2021. No inciso IX usa a express\u00e3o \u201ccontar esse tempo como de per\u00edodo aquisitivo\u201d, isso para quinqu\u00eanio e outros institutos parecidos. Como se entende esse tempo proibido de ser contado, \u00e9 o per\u00edodo da calamidade ou o per\u00edodo entre a publica\u00e7\u00e3o da lei at\u00e9 31\/12\/2021?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>As restri\u00e7\u00f5es de despesas previstas no art. 8\u00ba se aplicam\u00a0<strong>a partir da vig\u00eancia da Lei Complementar Federal n\u00ba 173\/2020<\/strong>, ou seja, dia 27\/05\/2020, n\u00e3o podendo a lei retroagir em preju\u00edzo do direito adquirido de terceiros. Em rela\u00e7\u00e3o ao inciso IX do art. 8\u00ba, ficam vedadas as concess\u00f5es de vantagens que dependam da contagem de tempo de servi\u00e7o para serem implementadas e cujo per\u00edodo aquisitivo\u00a0<strong>n\u00e3o tenha sido completado at\u00e9 27\/05\/2020<\/strong>, mesmo que derivadas de determina\u00e7\u00e3o legal anterior.\u00a0No caso dessas verbas,\u00a0<strong>a contagem do per\u00edodo aquisitivo fica suspensa<\/strong>\u00a0entre o in\u00edcio da vig\u00eancia da LCF 173\/2020 e o dia 31\/12\/2021, tratando-se de frustra\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>expectativa de direito<\/strong>.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.18 &#8211; Sobre a Lei Complementar n\u00ba 173\/2020, especialmente art. 8\u00ba, IV, \u00e9 poss\u00edvel o preenchimento de cargo efetivo que estava vago ANTES da pandemia? Quando me refiro cargo vago, falo sobre os cargos criados, com o resultado do concurso homologado e que, ainda, n\u00e3o foram preenchidos.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O art. 8, inciso IV, da Lei Complementar Federal n\u00ba 173\/2020, veda a admiss\u00e3o ou contrata\u00e7\u00e3o de pessoal, a qualquer t\u00edtulo, e ressalva, dentre outras hip\u00f3teses, as\u00a0<strong>reposi\u00e7\u00f5es decorrentes de vac\u00e2ncias de cargos efetivos ou vital\u00edcios.<\/strong><\/p>\n<p>Caso se trate de preenchimento de cargo novo, portanto,\u00a0<strong>n\u00e3o resultante de vac\u00e2ncia<\/strong>, n\u00e3o poder\u00e1 haver nomea\u00e7\u00e3o uma vez que\u00a0<strong>n\u00e3o se trata de reposi\u00e7\u00e3o<\/strong>, incorrendo na veda\u00e7\u00e3o supramencionada.<\/p>\n<p>Conforme previs\u00e3o do \u00a75\u00ba do referido artigo, a referida veda\u00e7\u00e3o n\u00e3o alcan\u00e7a admiss\u00f5es e contrata\u00e7\u00f5es destinados ao combate \u00e0 calamidade p\u00fablica da Covid-19 cuja\u00a0<strong>vig\u00eancia e efeitos n\u00e3o ultrapassem a sua dura\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.19 &#8211; A reestrutura\u00e7\u00e3o de um cargo de carreira, em uma carreira superior, aprovada por lei municipal, na vig\u00eancia da Lei Federal 173, tamb\u00e9m fica proibida? O quinqu\u00eanio e dec\u00eanio tamb\u00e9m n\u00e3o podem ser concedidos ao servidor, mesmo que garantidos no Plano de Carreira? E o tempo de servi\u00e7o para fins de quinqu\u00eanio e dec\u00eanio, durante a vig\u00eancia da lei 173 ficar\u00e3o suspensos? Ou seja, n\u00e3o ser\u00e3o computados?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Segundo previs\u00e3o do artigo 8, inciso III, da Lei Complementar n\u00ba 173\/2020, na hip\u00f3tese do art. 65 da LRF, a Uni\u00e3o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic\u00edpios afetados pela calamidade p\u00fablica decorrente da pandemia da Covid-19 ficam proibidos, at\u00e9 31 de dezembro de 2021, de\u00a0<strong>alterar estrutura de carreira<\/strong>\u00a0<u>que implique aumento de despesa<\/u>.<\/p>\n<p>Ademais, conforme previs\u00e3o do\u00a0<strong>inciso I<\/strong>\u00a0do mesmo dispositivo legal, tamb\u00e9m fica\u00a0<strong>vedada<\/strong>, durante o mesmo per\u00edodo, a concess\u00e3o, a qualquer t\u00edtulo, de\u00a0<strong>vantagem, aumento, reajuste ou adequa\u00e7\u00e3o de remunera\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0a membros de Poder ou de \u00f3rg\u00e3o, servidores e empregados p\u00fablicos e militares,\u00a0<u>exceto quando derivada de\u00a0<strong>senten\u00e7a judicial transitada em julgado<\/strong>\u00a0ou de\u00a0<strong>determina\u00e7\u00e3o legal anterior \u00e0 calamidade p\u00fablica<\/strong><\/u>.<\/p>\n<p>Segundo disposi\u00e7\u00e3o expressa do inciso IX do art. 8\u00ba da LCF 173\/2020, o tempo de servi\u00e7o transcorrido entre a vig\u00eancia da Lei Complementar Federal n\u00ba 173\/2020\u00a0e a data de\u00a031 de dezembro de 2021,\u00a0<strong><u>n\u00e3o ser\u00e1 computado como per\u00edodo aquisitivo<\/u>\u00a0para fins de concess\u00e3o de anu\u00eanios, tri\u00eanios, quinqu\u00eanios, licen\u00e7as-pr\u00eamio e\u00a0<u>demais mecanismos equivalentes<\/u><\/strong>\u00a0que aumentem a despesa com pessoal,\u00a0<u>sem qualquer preju\u00edzo para o tempo de efetivo exerc\u00edcio, aposentadoria e quaisquer outros fins<\/u>.<\/p>\n<p>A referida veda\u00e7\u00e3o abarca, inclusive, vantagens que tenham o tempo de servi\u00e7o como pressuposto de aquisi\u00e7\u00e3o previstas em plano de carreira aprovado antes da vig\u00eancia da LCF 173\/2020. Nesse caso, ficam\u00a0<u>ressalvadas as concess\u00f5es derivadas de per\u00edodo aquisitivos\u00a0<strong>completados<\/strong>\u00a0antes da vig\u00eancia da LCF 173\/2020<\/u>, tratando-se, pois, de\u00a0<strong>direito adquirido<\/strong>\u00a0em benef\u00edcio do servidor.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.20 &#8211; O aumento da pandemia gera uma inseguran\u00e7a no trabalho administrativo do setor p\u00fablico. Qual a possibilitado do Poder Legislativo licitar exames para os funcion\u00e1rios que est\u00e3o em atividade necess\u00e1ria no regime de escala, considerando que houve caso de Covid-19 por membro da fam\u00edlia de servidor e vereador testado positivo.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Trata-se de despesa p\u00fablica cuja decis\u00e3o se encontra dentro do ju\u00edzo de\u00a0<strong>discricionariedade\u00a0<\/strong>da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, a ser avaliado segundo ju\u00edzo de oportunidade e conveni\u00eancia, o que n\u00e3o dispensa a devida motiva\u00e7\u00e3o e justificativa.<\/p>\n<p>Caso seja realizada, a aquisi\u00e7\u00e3o deve atender aos par\u00e2metros legais de contrata\u00e7\u00e3o p\u00fablica, devendo ser realizada, preferencialmente, por meio de\u00a0<strong>sistema de registro de pre\u00e7os<\/strong>, por se tratar de compra, possivelmente, frequente e de quantitativo incerto.<\/p>\n<p>Deve ser observada, ainda, na defini\u00e7\u00e3o e escolha do objeto, a\u00a0<strong>efic\u00e1cia, finalidade e utilidade<\/strong>\u00a0dos exames dispon\u00edveis no mercado, contratando aquele que atende com maior efici\u00eancia o interesse p\u00fablico almejado.<\/p>\n<p>Recomenda-se, tamb\u00e9m, que testes sejam destinados\u00a0<u>exclusivamente a servidores que estejam desempenhando suas atividades em\u00a0<strong>regime presencial<\/strong><\/u>, condi\u00e7\u00e3o que deve ser regulamentada por normativo interno e controlada com rigor pela Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.21 &#8211; Gostaria de uma orienta\u00e7\u00e3o sobre a possibilidade de contrata\u00e7\u00e3o de estagi\u00e1rios considerando o inciso IV, art 8\u00b0, da Lei Complementar 173\/2020 do Governo Federal. Estagi\u00e1rios entrariam nessa proibi\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Segundo o\u00a0<strong>Parecer em Consulta TC-014\/2013<\/strong>\u00a0desta Corte, a bolsa ou contrapresta\u00e7\u00e3o acordada pelas partes na rela\u00e7\u00e3o de est\u00e1gio\u00a0<strong>n\u00e3o tem a mesma natureza da remunera\u00e7\u00e3o e\/ou sal\u00e1rio\u00a0<\/strong>atribu\u00eddo aos servidores p\u00fablicos integrantes do quadro de pessoal.<\/p>\n<p>Com base nesse entendimento, a referida delibera\u00e7\u00e3o firmou entendimento no sentido de que as despesas com bolsas de est\u00e1gio\u00a0<strong>n\u00e3o integram a despesa com pessoal<\/strong>\u00a0do \u00f3rg\u00e3o para fins da LRF, devendo integrar a despesa referente a\u00a0<strong>outros servi\u00e7os de terceiros &#8211; pessoa f\u00edsica<\/strong>.<\/p>\n<p>De acordo com o art. 3\u00ba da Lei Federal n\u00ba 11.788\/2008, o est\u00e1gio\u00a0<strong>n\u00e3o cria v\u00ednculo empregat\u00edcio de qualquer natureza<\/strong>, podendo o estagi\u00e1rio receber bolsa ou outra forma de contrapresta\u00e7\u00e3o que venha a ser acordada.<\/p>\n<p>H\u00e1, portanto, um\u00a0<strong>\u201ctermo de compromisso\u201d<\/strong>\u00a0firmado ente a institui\u00e7\u00e3o de ensino e a parte concedente, sendo paga ao estagi\u00e1rio uma retribui\u00e7\u00e3o pelo desempenho de suas atividades a partir dos recursos da \u00e1rea para qual ele colabora.<\/p>\n<p>Denota-se, assim, que\u00a0<strong>n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel enquadrar a rela\u00e7\u00e3o de est\u00e1gio como \u201cadmiss\u00e3o ou contrata\u00e7\u00e3o de pessoal\u201d<\/strong>, vedadas pelo inc. IV do art. 8 da Lei Complementar Federal n\u00ba 173\/2020.<\/p>\n<p>Vale destacar que, para a admiss\u00e3o de estagi\u00e1rios, faz-se necess\u00e1ria a observ\u00e2ncia dos requisitos e crit\u00e9rios previstos na Lei Federal n\u00ba 11.788\/2008, em especial seu art. 3\u00ba.<\/p>\n<p>Ressalta-se, por fim, que o est\u00e1gio deve ser supervisionado, tendo como prioridade o aprendizado pr\u00e1tico.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.22 &#8211; A decreta\u00e7\u00e3o feita pelo Estado do Esp\u00edrito Santo na forma do Decreto n\u00ba 0446-S de 02 de abril de 2020 atinge o munic\u00edpio que n\u00e3o decretou Calamidade P\u00fablica, quanto a aplicabilidade da Lei Complementar n\u00ba 173\/2020, especialmente artigo 8\u00b0 e os efeitos da LRF (Lei Complementar n\u00b0 101\/2000)?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Segundo entendimento do <strong>Parecer em Consulta TC n\u00ba 017\/2020<\/strong>, o <strong>Decreto Executivo n\u00ba 0446-S, da Assembleia Legislativa do Estado do Esp\u00edrito Santo<\/strong>, <strong><u>n\u00e3o<\/u><\/strong><u> se destinou ao des\u00edgnio de reconhecer a calamidade p\u00fablica para fins de aplica\u00e7\u00e3o da Lei de Responsabilidade Fiscal e do art. 8\u00b0 da Lei Complementar 173\/2020<\/u> para os munic\u00edpios esp\u00edrito-santenses e o estado do Esp\u00edrito Santo, tenham estes requerido ou n\u00e3o esse reconhecimento.<\/p>\n<p>O referido parecer esclareceu, no entanto, que o <strong>Decreto Legislativo n\u00ba 06\/2020 do Congresso Nacional<\/strong> <strong>reconheceu a calamidade p\u00fablica para <u>todo o territ\u00f3rio nacional<\/u><\/strong>, <u>abarcando o estado do Esp\u00edrito Santo e todos os munic\u00edpios esp\u00edrito-santenses<\/u>, para fins do art. 65, Lei de Responsabilidade Fiscal, e do art. 8\u00ba, da Lei Complementar 173\/2020.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>3.23 &#8211; Quais atos relacionados \u00e0 despesa com pessoal <u>PODEM<\/u> ser praticados pela Administra\u00e7\u00e3o durante o per\u00edodo de vig\u00eancia das limita\u00e7\u00f5es impostas pelo art. 8\u00ba da Lei Complementar Federal n\u00ba 173\/2020 (at\u00e9 31\/12\/2021)?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O <strong>Parecer em Consulta TC n\u00ba 17\/2020<\/strong> do TCEES j\u00e1 deliberou no sentido de que os entes federativos, mesmo que sujeitos ao art. 8\u00ba, da Lei Complementar 173\/2020, <strong>PODEM<\/strong> praticar atos que aumentem a despesa relativa \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o de membros de Poder ou de \u00f3rg\u00e3o, servidores e empregados p\u00fablicos e militares quando:<\/p>\n<ol style=\"list-style-type: lower-alpha\">\n<li>derivada de <strong>senten\u00e7a judicial transitada em julgado<\/strong>;<\/li>\n<li>derivada de <strong>determina\u00e7\u00e3o legal anterior \u00e0 calamidade p\u00fablica<\/strong>, n\u00e3o inserida na proibi\u00e7\u00e3o de outro inciso E <strong>cujo per\u00edodo de aquisi\u00e7\u00e3o j\u00e1 tenha se completado antes do reconhecimento da calamidade<\/strong>, inclusive para anu\u00eanios, tri\u00eanios, quinqu\u00eanios, licen\u00e7as-pr\u00eamio e demais mecanismos equivalentes, observadas as limita\u00e7\u00f5es do art. 21, da Lei de Responsabilidade Fiscal;<\/li>\n<li>derivada <strong>determina\u00e7\u00e3o legal anterior \u00e0 calamidade p\u00fablica<\/strong> E cujo <strong>per\u00edodo de aquisi\u00e7\u00e3o se complete ap\u00f3s o reconhecimento da calamidade<\/strong> p\u00fablica para as <strong><u>vantagens n\u00e3o explicitamente listadas no inciso IX<\/u><\/strong>, do art. 8\u00ba, da LC 173\/2020, <u>dentre as quais as <strong>progress\u00f5es e promo\u00e7\u00f5es<\/strong><\/u>, observadas as limita\u00e7\u00f5es do art. 21, da Lei de Responsabilidade Fiscal.<\/li>\n<\/ol>\n<p>O referido parecer em consulta ainda entendeu que: \u201cOs entes federativos sujeitos ou n\u00e3o ao art. 8\u00ba, da Lei Complementar 173\/2020, <strong>PODEM<\/strong> incondicionalmente fazer <strong>modifica\u00e7\u00e3o em sua legisla\u00e7\u00e3o para altera\u00e7\u00e3o do plano de cargo e carreiras<\/strong> quando a altera\u00e7\u00e3o <strong><u>n\u00e3o implicar aumento de despesa<\/u><\/strong>\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.24 &#8211; Quais atos relacionados \u00e0 despesa com pessoal <u>N\u00c3O podem<\/u> ser praticados pela Administra\u00e7\u00e3o durante o per\u00edodo de vig\u00eancia das limita\u00e7\u00f5es impostas pelo art. 8\u00ba da Lei Complementar Federal n\u00ba 173\/2020 (at\u00e9 31\/12\/2021)?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Segundo o Parecer em Consulta TC n\u00ba 017\/2020 do TCEES, os entes federativos, mesmo que sujeitos ao art. 8\u00ba, da Lei Complementar 173\/2020, <strong>N\u00c3O PODEM<\/strong> praticar atos que aumentem a despesa relativa \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o de membros de Poder ou de \u00f3rg\u00e3o, servidores e empregados p\u00fablicos e militares quando:<\/p>\n<ol style=\"list-style-type: lower-alpha\">\n<li>derivada de <strong>lei posterior ao reconhecimento da calamidade p\u00fablica<\/strong>;<\/li>\n<li>derivada <strong>determina\u00e7\u00e3o legal anterior \u00e0 calamidade p\u00fablica<\/strong> <strong><u>E<\/u><\/strong> cujo <strong>per\u00edodo de aquisi\u00e7\u00e3o se complete ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da LC 173\/2020<\/strong> (28\/05\/2020) para as <strong>vantagens explicitamente listadas no inciso IX<\/strong>, do art. 8\u00ba, da LC 173\/2020, quais sejam, <u>anu\u00eanios, tri\u00eanios, quinqu\u00eanios, licen\u00e7as-pr\u00eamio, demais mecanismos equivalentes que aumentem a despesa com pessoal em decorr\u00eancia da aquisi\u00e7\u00e3o de determinado tempo de servi\u00e7o<\/u>. No caso dessas verbas, al\u00e9m do pagamento da vantagem ser proibido, <strong>fica <u>suspensa a contagem do per\u00edodo aquisitivo<\/u> entre a publica\u00e7\u00e3o da Lei 173\/2020 (28\/05\/2020) e 31\/12\/2021<\/strong>.<\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.25 &#8211; \u00c9 poss\u00edvel a concess\u00e3o de <u>progress\u00f5es e promo\u00e7\u00f5es<\/u> durante o per\u00edodo de vig\u00eancia das limita\u00e7\u00f5es impostas pelo art. 8\u00ba da Lei Complementar Federal n\u00ba 173\/2020 (at\u00e9 31\/12\/2021)?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O referido questionamento foi respondido por meio do <strong>Parecer em Consulta TC n\u00ba 017\/2020<\/strong> desta Corte<strong>,<\/strong> que firmou entendimento pela <u>possibilidade<\/u> do pagamento das <strong>rubricas previstas em <u>lei anterior \u00e0 calamidade<\/u><\/strong>, cujo <strong>per\u00edodo aquisitivo ainda n\u00e3o tenha se completado<\/strong>, <strong><u>desde que n\u00e3o estejam entre aquelas expressamente enumeradas no inciso IX<\/u><\/strong>. Nesse sentido, destacamos os seguintes trechos da fundamenta\u00e7\u00e3o da referida delibera\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">(&#8230;) Outra hip\u00f3tese a de que os entes em calamidade podem conceder as vantagens n\u00e3o explicitamente listadas no inciso IX, do art. 8\u00ba da LC 173\/2020, <strong>como as progress\u00f5es e promo\u00e7\u00f5es<\/strong>, se a concess\u00e3o decorrer de <strong>lei anterior \u00e0 calamidade p\u00fablica<\/strong>, mas o per\u00edodo de aquisi\u00e7\u00e3o da verba se completar apenas ap\u00f3s o reconhecimento da situa\u00e7\u00e3o calamitosa.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">V\u00ea-se que o inciso IX pro\u00edbe a contabiliza\u00e7\u00e3o do tempo para fins de per\u00edodo aquisitivo desde o reconhecimento da calamidade at\u00e9 31\/12\/2021 <strong><u>exclusivamente<\/u> para a concess\u00e3o de <u>anu\u00eanios, tri\u00eanios, quinqu\u00eanios, licen\u00e7as-pr\u00eamio e mecanismos equivalentes que aumentem a despesa com pessoal<\/u><\/strong>. <strong><u>Para as demais rubricas n\u00e3o previstas no inciso IX, a contagem do per\u00edodo aquisitivo n\u00e3o fica suspensa<\/u> e, sendo contado o tempo para a aquisi\u00e7\u00e3o, sem que esteja proibido o pagamento por outro inciso, pode\/deve ser concedida ao servidor<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">A t\u00edtulo exemplificativo, <strong>dentre as rubricas que a lei autoriza a aquisi\u00e7\u00e3o e o pagamento ap\u00f3s a calamidade, encontram-se as progress\u00f5es e as promo\u00e7\u00f5es<\/strong>. Essa conclus\u00e3o se extrai do processo legislativo que culminou na LC 173\/20208 , em que se averigua a supress\u00e3o da reda\u00e7\u00e3o do inciso IX dos termos \u201cpromo\u00e7\u00f5es, progress\u00f5es, incorpora\u00e7\u00f5es, perman\u00eancias\u201d9 , nele constantes inicialmente, de forma evidenciar a <strong>inten\u00e7\u00e3o do legislador em n\u00e3o incluir as progress\u00f5es e promo\u00e7\u00f5es entre as rubricas n\u00e3o pass\u00edveis de aquisi\u00e7\u00e3o e pagamento ap\u00f3s a calamidade<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">Adiciona-se a isso o entendimento descrito na Nota T\u00e9cnica SEI n\u00ba 20581\/2020\/ME do Minist\u00e9rio da Economia, segundo a qual as progress\u00f5es e promo\u00e7\u00f5es podem ter o per\u00edodo aquisitivo contabilizado e, ent\u00e3o, serem pagas:<\/p>\n<ol>\n<li style=\"list-style-type: none\">\n<ol>\n<li style=\"list-style-type: none\">\n<ol>\n<li style=\"list-style-type: none\">\n<ol start=\"17\">\n<li><strong><em> Ao analisar conjuntamente o disposto no inciso I e no inciso IX do art. 8\u00ba da Lei Complementar n\u00ba 173, de 2020, entende-se que as progress\u00f5es e promo\u00e7\u00f5es, por exemplo, n\u00e3o se enquadram na veda\u00e7\u00e3o apresentada em tais dispositivos<\/em><\/strong><em>, uma vez que tratam-se de formas de desenvolvimento nas diversas carreiras amparadas em leis anteriores e que s\u00e3o concedidas a partir de crit\u00e9rios estabelecidos em regulamentos espec\u00edficos que envolvem, al\u00e9m do transcurso de tempo, resultado satisfat\u00f3rio em processo de avalia\u00e7\u00e3o de desempenho e em obten\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos acad\u00eamicos. Conclui-se, portanto, que para essa situa\u00e7\u00e3o, tal veda\u00e7\u00e3o n\u00e3o se aplica. (grifo nosso) <\/em><\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"padding-left: 80px\">Infere-se, ent\u00e3o, que <strong>\u00e9 poss\u00edvel o pagamento das rubricas previstas em lei anterior \u00e0 calamidade, cujo per\u00edodo aquisitivo ainda n\u00e3o se completou, desde que n\u00e3o esteja entre aquelas expressamente enumeradas no inciso IX<\/strong>.<\/p>\n<p>Diante do exposto o referido parecer em consulta respondeu que podem ser praticados atos que aumentem a despesa relativa \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o de membros de Poder ou de \u00f3rg\u00e3o, servidores e empregados p\u00fablicos e militares quando: \u201cderivada <strong>determina\u00e7\u00e3o legal anterior \u00e0 calamidade p\u00fablica<\/strong> <strong><u>E<\/u><\/strong> cujo <strong>per\u00edodo de aquisi\u00e7\u00e3o se complete ap\u00f3s o reconhecimento da calamidade<\/strong> p\u00fablica para as <strong><u>vantagens n\u00e3o explicitamente listadas no inciso IX<\/u><\/strong>, do art. 8\u00ba, da LC 173\/2020, <u>dentre as quais as <strong>progress\u00f5es e promo\u00e7\u00f5es<\/strong><\/u>, observadas as limita\u00e7\u00f5es do art. 21, da Lei de Responsabilidade Fiscal\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.26 &#8211; \u00c9 poss\u00edvel a concess\u00e3o de <u>revis\u00e3o geral anual<\/u> (recomposi\u00e7\u00e3o inflacion\u00e1ria) durante o per\u00edodo o per\u00edodo referido pelo art. 8\u00ba da Lei Complementar Federal n\u00ba 173\/2020 (at\u00e9 31\/12\/2021)?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O TCEES firmou entendimento, por meio do <strong>Parecer em Consulta TC 003\/2021<\/strong>, no sentido de que \u201cdurante a vig\u00eancia do Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronav\u00edrus SARS-CoV-2 institu\u00eddo pela <strong>Lei Complementar 173\/2020<\/strong> at\u00e9 <strong>31.12.2021<\/strong>, a expedi\u00e7\u00e3o de ato concessivo <strong>de revis\u00e3o geral anual ou de recomposi\u00e7\u00e3o remunerat\u00f3ria<\/strong> a agentes p\u00fablicos, a qualquer t\u00edtulo, <strong>ainda que dentro do percentual da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria acumulado em per\u00edodo anterior<\/strong>, <strong><u>viola a veda\u00e7\u00e3o legal contida no inciso I do art. 8\u00ba da Lei Complementar 173\/2020<\/u><\/strong>, \u00e9 <strong><u>nulo de pleno direito<\/u><\/strong> e constitui <strong><u>crime contra as finan\u00e7as p\u00fablicas<\/u><\/strong>, tipificado no art. 359-D do C\u00f3digo Penal\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>3.27 &#8211; \u00c9 poss\u00edvel a contrata\u00e7\u00e3o de <u>estagi\u00e1rios<\/u> durante o per\u00edodo de vig\u00eancia das limita\u00e7\u00f5es impostas pelo art. 8\u00ba da Lei Complementar Federal n\u00ba 173\/2020 (at\u00e9 31\/12\/2021)?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>As despesas com estagi\u00e1rios <strong>n\u00e3o s\u00e3o computadas como gastos com pessoal<\/strong>, sendo enquadradas no elemento de despesa referente a \u201cOutros Servi\u00e7os de Terceiros \u2013 Pessoa F\u00edsica\u201d, conforme entendimento do <strong>Parecer em Consulta TC 014\/2013<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo o referido parecer, a bolsa ou constrapresta\u00e7\u00e3o acordada pelas partes, <strong><u>n\u00e3o tem a mesma natureza da remunera\u00e7\u00e3o e\/ou sal\u00e1rio atribu\u00eddo aos servidores p\u00fablicos<\/u><\/strong> integrantes do quadro de\u00a0<strong>pessoal<\/strong>.<\/p>\n<p>Portanto, <strong>despesas com estagi\u00e1rios n\u00e3o se incluem dentre as veda\u00e7\u00f5es impostas pelo art. 8\u00ba da Lei Complementar Federal 173\/2020<\/strong> \u00e0s despesas com pessoal.[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;4 &#8211; AJUDA A MUNIC\u00cdPIOS AFETADOS&#8221; tab_id=&#8221;1585843090220-42b0fa94-5aee&#8221;][vc_column_text]<span style=\"font-size: 14pt\"><strong>4.1 &#8211; Pode um ente p\u00fablico designar seus servidores para prestarem servi\u00e7os em outro ente?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim, observado o art. 62 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que prev\u00ea a autoriza\u00e7\u00e3o na LDO e na LOA, al\u00e9m da exig\u00eancia de conv\u00eanio, acordo, ajuste ou cong\u00eanere, conforme sua legisla\u00e7\u00e3o, bem como fixar o prazo e as atividades a serem desempenhadas.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>4.2 &#8211; Pode um ente p\u00fablico emprestar ve\u00edculos e equipamentos para utiliza\u00e7\u00e3o por outro ente?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim. Via de regra, os equipamentos pertencentes a determinado ente devem ser empregados em suas finalidades institucionais. Entretanto, em caso de calamidades p\u00fablicas, afigura-se razo\u00e1vel que um ente possa ajudar outro com o empr\u00e9stimo de equipamentos, como ambul\u00e2ncias, entre outros.<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental, entretanto, que o empr\u00e9stimo seja formalizado, com a indica\u00e7\u00e3o dos motivos e que o recebedor do empr\u00e9stimo se responsabilize pelo seu uso e conserva\u00e7\u00e3o e ateste formalmente o seu recebimento, observando, ainda, o art. 62 da Lei de Responsabilidade Fiscal.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>4.3 &#8211; \u00c9 poss\u00edvel um ente p\u00fablico abaste\u00e7a ve\u00edculos, mesmo que emprestados por particulares ou outros entes p\u00fablicos?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim, desde que seja institu\u00eddo rigoroso controle das despesas por meio de cadastramento dos equipamentos e verifica\u00e7\u00e3o de que estejam sendo utilizados em prol do ente p\u00fablico.<\/p>\n<p>Deve-se ressaltar ainda a necessidade de exist\u00eancia de pr\u00e9via dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>4.4 &#8211; Pode um ente p\u00fablico fazer a doa\u00e7\u00e3o de bens como cestas b\u00e1sicas, colch\u00f5es e rem\u00e9dios, entre outros, para outro ente em estado de emerg\u00eancia ou de calamidade p\u00fablica?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim, desde que haja lei autorizando e que seja, tamb\u00e9m, observado o art. 62 da Lei de Responsabilidade Fiscal.[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;5 &#8211; FINAN\u00c7AS P\u00daBLICAS&#8221; tab_id=&#8221;1585843091054-9ffa1d15-9797&#8243;][vc_column_text]<span style=\"font-size: 14pt\"><strong>5.1 &#8211; Pode o ente p\u00fablico fazer uso da reserva de conting\u00eancia?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim. A utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos or\u00e7ament\u00e1rios que tenham como fonte de recursos a reserva de conting\u00eancia est\u00e1 restrita, em regra, \u00e0s hip\u00f3teses previstas no art. 5\u00ba, inciso III, da Lei de Responsabilidade Fiscal, quais sejam: cobertura de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos.<\/p>\n<p>S\u00e3o riscos fiscais justamente a possibilidade de ocorr\u00eancia de eventos ou fatos econ\u00f4micos que venham a impactar ou onerar de forma substancial e negativamente as contas p\u00fablicas, tais como a possibilidade de receitas previstas n\u00e3o se realizarem ou a necessidade de execu\u00e7\u00e3o de despesas inicialmente n\u00e3o fixadas, como as decorrentes das opera\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas atingidas por desastres.<\/p>\n<p>A reserva de conting\u00eancia est\u00e1 regulada pelo Decreto-Lei n. 200\/1967 e pela Lei Complementar n. 101\/2000.<\/p>\n<p>O artigo 91 do Decreto-Lei n\u00ba 200\/1967 assim disp\u00f5e sobre a referida reserva:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">Art. 91. Sob a denomina\u00e7\u00e3o de Reserva de Conting\u00eancia, o or\u00e7amento anual poder\u00e1 conter dota\u00e7\u00e3o global n\u00e3o especificamente destinada a determinado \u00f3rg\u00e3o, unidade or\u00e7ament\u00e1ria, programa ou categoria econ\u00f4mica, cujos recursos ser\u00e3o utilizados para abertura de cr\u00e9ditos adicionais. (Grifo nosso)<\/p>\n<p>Ressalta-se que a reserva de conting\u00eancia n\u00e3o corresponde \u00e0 dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qual se emitir\u00e3o empenhos para pagamentos de despesa. Ela se presta apenas a servir como fonte de recursos para abertura de cr\u00e9ditos adicionais (suplementares, especiais ou extraordin\u00e1rios), regulados pelos artigos 40 a 46 da Lei Federal n\u00ba 4.320\/1964, mediante anula\u00e7\u00e3o total ou parcial de sua dota\u00e7\u00e3o (artigo 43, Par\u00e1grafo 1\u00ba, inciso III).<\/p>\n<p>Ela somente deve ser utilizada no atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos, capazes de afetar as contas p\u00fablicas, e deve ter seu montante e sua forma de utiliza\u00e7\u00e3o estabelecidos na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias &#8211; LDO relativa ao or\u00e7amento do exerc\u00edcio de 2020 do ente respectivo (Par\u00e1grafo 3\u00ba do artigo 4\u00ba e inciso III, do artigo 5\u00ba, ambos da Lei Complementar Federal n\u00ba 101\/2000).<\/p>\n<p>Logo, cada Munic\u00edpio pode ter regras espec\u00edficas para utiliza\u00e7\u00e3o da reserva de conting\u00eancia, cuja observ\u00e2ncia \u00e9 inafast\u00e1vel.<\/p>\n<p>Assim, as circunst\u00e2ncias atuais permitem a utiliza\u00e7\u00e3o da reserva de conting\u00eancia, cuja utiliza\u00e7\u00e3o, se necess\u00e1ria, deve estar diretamente relacionada \u00e0s despesas imprevistas, decorrentes do combate \u00e0 pandemia, observado o que estabelece \u00e0 Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias do Munic\u00edpio.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>5.2 &#8211; \u00c9 permitido ao ente p\u00fablico abrir cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim. Conforme o disposto no artigo 167, \u00a7 3\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, a abertura de cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio somente ser\u00e1 admitida para cobrir despesas imprevis\u00edveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, como\u00e7\u00e3o interna ou calamidade p\u00fablica.<\/p>\n<p>No mesmo sentido segue o artigo 41, inciso III, da Lei 4.320\/1964 que, ao elencar as esp\u00e9cies de cr\u00e9dito adicional, definiu o cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio como aquele destinado a despesas urgentes e imprevistas, em caso de guerra, como\u00e7\u00e3o intestina ou calamidade p\u00fablica.<\/p>\n<p>Dessa forma, \u00e9 plenamente poss\u00edvel a abertura de cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio para enfrentar os preju\u00edzos decorrentes de situa\u00e7\u00f5es imprevistas que tenham dado origem ao estado de emerg\u00eancia ou de calamidade, observando-se que a abertura dever\u00e1 ocorrer, no caso de Estados e Munic\u00edpios, por meio de decreto do Poder Executivo, que dar\u00e1 imediato conhecimento ao Poder Legislativo, conforme art. 44 da Lei 4.320\/1964.<\/p>\n<p>No momento em que o pa\u00eds tem por dever adotar medidas de combate \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus (Covid-19), resultando por consequ\u00eancia na necessidade de realiza\u00e7\u00e3o de despesas urgentes e n\u00e3o previstas na Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual, poder\u00e1 o gestor p\u00fablico utilizar-se da abertura de cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios para suplementar o seu or\u00e7amento e dot\u00e1-lo dos recursos suficientes para fazer frente aos efeitos do estado de calamidade p\u00fablica.<\/p>\n<p>Importante, entretanto, uma advert\u00eancia na utiliza\u00e7\u00e3o desse instrumento de suplementa\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento, de modo que os aumentos das dota\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias sejam estabelecidos nos limites necess\u00e1rios ao enfrentamento da situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia ou calamidade p\u00fablica.<\/p>\n<p>No que tange \u00e0 abertura de credito extraordin\u00e1rio, o Tribunal de Contas da Uni\u00e3o &#8211; TCU possui entendimento, aplic\u00e1vel por analogia \u00e0 realidade dos munic\u00edpios, pela possibilidade de abertura para atendimento a despesas que se caracterizam pela <strong>imprevisibilidade e urg\u00eancia<\/strong>, como aquelas decorrentes de situa\u00e7\u00e3o de calamidade p\u00fablica:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">A abertura de cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio por meio de medidas provis\u00f3rias se destina a despesas que preencham os requisitos de imprevisibilidade e urg\u00eancia delimitados semanticamente pelo texto constitucional como equipar\u00e1veis \u00e0s existentes em situa\u00e7\u00f5es decorrentes de guerra, como\u00e7\u00e3o interna ou calamidade p\u00fablica, conforme estabelecido no art. 167, \u00a7 3\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Em situa\u00e7\u00f5es de elevado impacto social que n\u00e3o se enquadrem naquelas caracterizadas no referido dispositivo constitucional, devem ser buscadas outras alternativas de remanejamento or\u00e7ament\u00e1rio, observados os preceitos constitucionais e legais aplic\u00e1veis. (Ac\u00f3rd\u00e3o 2184\/2017-Plen\u00e1rio. Data da sess\u00e3o 04\/10\/2017. Relator Ana Arraes. Tipo do processo Consulta)<\/p>\n<p>O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, asseverou a necessidade de atendimento aos requisitos constitucionais da <strong>urg\u00eancia e da imprevisibilidade<\/strong> para abertura de cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio, por meio da Medida Cautelar da ADI 4049- DF, conforme o disposto no art. 167, \u00a73\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">EMENTA: CONSTITUCIONAL. MEDIDA CAUTELAR EM A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. MEDIDA PROVIS\u00d3RIA N\u00ba 402, DE 23 DE NOVEMBRO DE 2007, CONVERTIDA NA LEI N\u00ba 11.656, DE 16 DE ABRIL DE 2008. ABERTURA DE CR\u00c9DITO EXTRAORDIN\u00c1RIO. AUS\u00caNCIA DOS REQUISITOS CONSTITUCIONAIS DA IMPREVISIBILIDADE E DA URG\u00caNCIA (\u00a7 3\u00ba DO ART. 167 DA CF), CONCOMITANTEMENTE. (\u2026) 4. A abertura de cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio para pagamento de despesas de simples custeio e investimentos triviais, que evidentemente n\u00e3o se caracterizam pela imprevisibilidade e urg\u00eancia, viola o \u00a7 3\u00ba do art. 167 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Viola\u00e7\u00e3o que alcan\u00e7a o inciso V do mesmo artigo, na medida em que o ato normativo adversado vem a categorizar como de natureza extraordin\u00e1ria cr\u00e9dito que, em verdade, n\u00e3o passa de especial, ou suplementar. 5. Medida cautelar deferida. (ADI 4049 MC\/DF. Relatora:\u00a0 Min. Carlos Britto. Julgamento:\u00a0 05\/11\/2008. \u00d3rg\u00e3o Julgador:\u00a0 Tribunal Pleno. Publicado em 08\/05\/2009)<\/p>\n<p>No \u00e2mbito da Uni\u00e3o, a autoriza\u00e7\u00e3o legislativa se d\u00e1 por Medida Provis\u00f3ria e posterior edi\u00e7\u00e3o de decreto pelo Chefe do Executivo (artigo 62, par\u00e1grafo 1\u00ba, al\u00ednea \u201cd\u201d, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal). Por\u00e9m, o instituto da medida provis\u00f3ria \u00e9 pouco difundido na esfera municipal.<\/p>\n<p>Diante disso, <strong>\u00e9 necess\u00e1rio que seja observado o que disp\u00f5e a Lei Org\u00e2nica de cada Munic\u00edpio quanto \u00e0 abertura dos cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios<\/strong>, que pode ter regras espec\u00edficas quanto \u00e0 sua operacionaliza\u00e7\u00e3o, diferentes da esfera federal, condicionando a edi\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios \u00e0 pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o legislativa, bem como \u00e0 declara\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia ou calamidade p\u00fablica no \u00e2mbito municipal respectivo.<\/p>\n<p>Assim, inafast\u00e1vel a observ\u00e2ncia da Lei Org\u00e2nica Municipal quanto \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es estabelecidas para a abertura de cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>5.3 &#8211; Considerando que alguns entes t\u00eam recebido transfer\u00eancias de recursos para aplica\u00e7\u00e3o em despesas direcionadas ao combate do novo coronav\u00edrus (Covid-19), havendo, portanto, como indicar, ao menos em parte, recursos dispon\u00edveis para a abertura do cr\u00e9dito adicional, tal situa\u00e7\u00e3o descaracterizaria a possibilidade de abertura de cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio? <\/strong><\/span><\/p>\n<p>N\u00e3o. Enquanto a abertura de cr\u00e9ditos suplementares ou especiais exige autoriza\u00e7\u00e3o legislativa e <strong>a indica\u00e7\u00e3o de recursos dispon\u00edveis, os cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios prescindem de tais exig\u00eancias<\/strong> (Lei \u00ba 4.320\/1964, arts. 42 e 43).<\/p>\n<p>Segundo a <a href=\"https:\/\/portalamm.org.br\/wp-content\/uploads\/Nota-T%C3%A9cnica-SEI-n%C2%BA-12.774.pdf\">Nota T\u00e9cnica SEI n\u00ba 12774\/2020\/ME<\/a> da Secretaria do Tesouro Nacional, considerando que o intuito da legisla\u00e7\u00e3o ao dispensar a indica\u00e7\u00e3o dos recursos foi facilitar a abertura do cr\u00e9dito para atendimento de despesas dado seu car\u00e1ter de imprevisibilidade e urg\u00eancia, <strong>a mera possibilidade de indica\u00e7\u00e3o do recurso n\u00e3o inviabiliza a abertura do cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio ou exige a utiliza\u00e7\u00e3o de outra modalidade (especial ou suplementar)<\/strong>. Inobstante, a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o veda a indica\u00e7\u00e3o dos recursos para a abertura do cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio, quando tal indica\u00e7\u00e3o for poss\u00edvel.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>5.4 &#8211; O cr\u00e9dito aprovado (seja ele especial, suplementar ou extraordin\u00e1rio) deve refor\u00e7ar a\u00e7\u00f5es de sa\u00fade j\u00e1 existentes ou deve ser criada a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica com o fim de identificar os gastos relacionados ao Covid-19?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Segundo a <a href=\"https:\/\/portalamm.org.br\/wp-content\/uploads\/Nota-T%C3%A9cnica-SEI-n%C2%BA-12.774.pdf\">Nota T\u00e9cnica SEI n\u00ba 12774\/2020\/ME<\/a> da Secretaria do Tesouro Nacional, dadas as diversas propostas de altera\u00e7\u00f5es legislativas em tr\u00e2mite no Congresso Nacional, que incluem tanto medidas com o intuito de agilizar a transfer\u00eancia de recursos e flexibilizar o atendimento de limites e outras regras ficais enquanto perdurar a situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia atual, quanto medidas destinadas a ampliar a transpar\u00eancia e controle dos gastos realizados, <strong>recomenda-se que seja criado <u>programa ou a\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria espec\u00edfica para as despesas<\/u> relacionadas ao Covid-19<\/strong>. Essa medida poder\u00e1 facilitar tanto a gest\u00e3o dos recursos como a futura presta\u00e7\u00e3o de contas.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>5.5 &#8211; Em qual natureza da receita e fonte de recursos (v\u00ednculo) devem ser contabilizadas a entrada de recursos extraordin\u00e1rios recebidos de outros \u00f3rg\u00e3os como aux\u00edlio financeiro para combate ao novo coronav\u00edrus (Covid-19), a exemplo de valor transferido pelo TJ-ES referente ao fundo de penas pecuni\u00e1rias? Quanto \u00e0 despesa, como se deve empenhar e liquidar uma fonte de recursos possivelmente n\u00e3o prevista na LOA?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A Secretaria do Tesouro Nacional \u2013 STN confeccionou a <a href=\"https:\/\/portalamm.org.br\/wp-content\/uploads\/Nota-T%C3%A9cnica-SEI-n%C2%BA-12.774.pdf\"><strong>Nota T\u00e9cnica SEI n\u00ba 12774\/2020\/ME<\/strong><\/a> com o objetivo de orientar a <strong>contabiliza\u00e7\u00e3o de recursos<\/strong> utilizados no enfrentamento emergencial de sa\u00fade p\u00fablica decorrente do novo coronav\u00edrus (Covid-19).<\/p>\n<p>Trata-se de documento detalhado que menciona a contabiliza\u00e7\u00e3o de recursos recebidos e a realiza\u00e7\u00e3o das despesas, de onde destacamos as seguintes orienta\u00e7\u00f5es para o presente questionamento:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">12 &#8211; No tocante ao recebimento, por parte de Estados e Munic\u00edpios, de transfer\u00eancias para fazer frente \u00e0s despesas com o enfrentamento da pandemia e aos questionamentos sobre a cria\u00e7\u00e3o de fonte\/destina\u00e7\u00e3o de recursos espec\u00edfica para este fim, <strong>esclarecemos que o mecanismo fonte\/destina\u00e7\u00e3o\u00a0de recursos \u00e9 obrigat\u00f3rio<\/strong>, devido ao previsto no art. 8\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, e art. 50, inciso I da Lei\u00a0Complementar n\u00ba 101\/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\"><strong>13 &#8211; Ressaltamos que, apesar de tal classifica\u00e7\u00e3o ser obrigat\u00f3ria, n\u00e3o h\u00e1 um modelo padronizado a ser adotado por toda a Federa\u00e7\u00e3o. Todavia, recomenda-se que sejam observadas as classifica\u00e7\u00f5es j\u00e1 utilizadas para o tipo de transfer\u00eancia recebida ou recurso arrecadado<\/strong>. Nesse sentido, os recursos recebidos por meio do SUS, por exemplo, devem ser\u00a0classificados na mesma codifica\u00e7\u00e3o j\u00e1 utilizada para essa finalidade, mesmo que os recursos sejam\u00a0utilizados no enfrentamento \u00e0 pandemia relacionada ao Covid-19, de forma que seja poss\u00edvel prestar\u00a0contas da utiliza\u00e7\u00e3o desses recursos ao SIOPS.\u00a0<strong>Adicionalmente, sendo poss\u00edvel, pode ser criado um\u00a0detalhamento na classifica\u00e7\u00e3o por fonte de recursos que permita identificar a destina\u00e7\u00e3o do\u00a0recurso ao enfrentamento \u00e0 pandemia, possibilitando tamb\u00e9m o controle das despesas utilizadas\u00a0nesse enfrentamento<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">14 &#8211; Quanto ao envio dos dados ao Tesouro Nacional por meio da Matriz de Saldos Cont\u00e1beis (MSC), ressalta-se que n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de alterar o layout vigente para o exerc\u00edcio de 2020. Por esta raz\u00e3o e, como se trata de uma situa\u00e7\u00e3o excepcional, em princ\u00edpio n\u00e3o haver\u00e1 inclus\u00e3o de c\u00f3digo espec\u00edfico de detalhamento da fonte de recurso (FR). O envio\/recebimento pela matriz ser\u00e1 realizado por meio do procedimento &#8220;de-para&#8221; para fontes j\u00e1 existentes no layout.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\"><strong>15 &#8211; Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s classifica\u00e7\u00f5es por natureza da receita e da despesa, orientamos tamb\u00e9m que sejam utilizadas as classifica\u00e7\u00f5es existentes, de forma a se identificar a origem dos recursos e o objeto do gasto, sem a necessidade de se criar classifica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para essa finalidade. <\/strong>Em rela\u00e7\u00e3o aos recursos recebidos no \u00e2mbito do SUS, indicamos as classifica\u00e7\u00f5es do ement\u00e1rio da receita, dispostos a seguir:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">1.7.1.8.03.9.0 &#8211; Transfer\u00eancia de Recursos do SUS \u2013 Outros Programas Financiados por Transfer\u00eancias Fundo a Fundo<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">1.7.1.8.04.6.0 &#8211; Outras Transfer\u00eancias de Recursos do Sistema \u00danico de Sa\u00fade \u2013 SUS, n\u00e3o\u00a0detalhadas anteriormente<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">2.4.1.8.03.9.0 &#8211; Transfer\u00eancia de Recursos do SUS \u2013 Outros Programas Financiados por\u00a0Transfer\u00eancias Fundo a Fundo<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">2.4.1.8.04.6.0 &#8211; Outras Transfer\u00eancias de Recursos do Sistema \u00danico de Sa\u00fade \u2013 SUS, n\u00e3o detalhadas anteriormente\u201d. (g.n)<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>5.6 &#8211; \u00c9 prevista alguma atenua\u00e7\u00e3o de prazos ou de limites pela Lei de Responsabilidade Fiscal quando reconhecida situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia ou de calamidade p\u00fablica?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim. De acordo com o artigo 65 da Lei de Responsabilidade Fiscal, quando for\u00a0<u>reconhecida pela Assembleia Legislativa<\/u>\u00a0a ocorr\u00eancia de\u00a0<strong>calamidade p\u00fablica<\/strong>\u00a0em estado ou munic\u00edpio, enquanto perdurar a situa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Ser\u00e3o suspensas a contagem dos prazos e as disposi\u00e7\u00f5es estabelecidas nos artigos 23 (<strong>prazo de recondu\u00e7\u00e3o da despesa total com pessoal<\/strong>) e 31 (<strong>prazo de recondu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida consolidada<\/strong>);<\/li>\n<li>Ser\u00e3o dispensados o <strong>atingimento dos resultados fiscais<\/strong> e a <strong>limita\u00e7\u00e3o de empenho<\/strong> prevista no art. 9\u00ba.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Frisa-se que, para fins de flexibiliza\u00e7\u00e3o dessas regras fiscais, <strong>n\u00e3o basta a expedi\u00e7\u00e3o de decreto reconhecendo o estado de calamidade pelo Poder Executivo apenas<\/strong>, seja municipal ou estadual, devendo esse ato ser ratificado por<strong> decreto legislativo da Assembleia Legislativa do Estado do Esp\u00edrito Santo<\/strong>, podendo ocorrer de forma individual ou conjunta.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/portalamm.org.br\/wp-content\/uploads\/Nota-T%C3%A9cnica-SEI-n%C2%BA-12.774.pdf\">Nota T\u00e9cnica SEI n\u00ba 12774\/2020\/ME<\/a> da Secretaria do Tesouro Nacional ressalta que a dispensa do atingimento dos resultas fiscais na ocorr\u00eancia de calamidade <strong>n\u00e3o eximem os entes da Federa\u00e7\u00e3o de estabeleceram as metas fiscais para o exerc\u00edcio de 2021 no Anexo que acompanha o projeto de lei da Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) 2021<\/strong>. No entanto pondera que, como o projeto da LDO ser\u00e1 elaborada num per\u00edodo de incertezas quanto \u00e0s proje\u00e7\u00f5es para o exerc\u00edcio de 2021, <strong>poder\u00e1 ser inserido dispositivo nesse projeto prevendo a atualiza\u00e7\u00e3o das metas fixadas no momento de envio do projeto da lei or\u00e7ament\u00e1ria<\/strong>.<\/p>\n<p>Registra-se, ainda, que na\u00a0<strong>A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade \u2013 ADI 6.357<\/strong>, ajuizada pelo Presidente da Rep\u00fablica, o ministro Alexandre de Moraes, no dia 29\/03\/2020, concedeu MEDIDA CAUTELAR,\u00a0 referendada pelo Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal -STF, para <strong>CONCEDER INTERPRETA\u00c7\u00c3O CONFORME \u00c0 CONSTITUI\u00c7\u00c3O FEDERAL, aos artigos 14, 16, 17 e 24 da Lei de Responsabilidade Fiscal<\/strong>\u00a0e 114, caput, in fine e \u00a7 14, da Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias\/2020, para,\u00a0<strong>durante a emerg\u00eancia em Sa\u00fade P\u00fablica de import\u00e2ncia nacional e o estado de calamidade p\u00fablica decorrente de COVID-19,\u00a0<u>afastar a exig\u00eancia de demonstra\u00e7\u00e3o de adequa\u00e7\u00e3o e compensa\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1rias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cria\u00e7\u00e3o\/expans\u00e3o de programas p\u00fablicos destinados ao enfrentamento do contexto de calamidade gerado pela dissemina\u00e7\u00e3o de COVID-19<\/u><\/strong>.<\/p>\n<p>Em seu voto o ministro ressaltou que a referida medida cautelar\u00a0<strong>se aplica a <u>todos os entes federativos<\/u> que, nos termos constitucionais e legais, tenham <u>decretado estado de calamidade p\u00fablica<\/u><\/strong>\u00a0decorrente da pandemia de COVID-19.<\/p>\n<p>Essa decis\u00e3o afasta a exig\u00eancia de demonstra\u00e7\u00e3o de adequa\u00e7\u00e3o e compensa\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1rias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cria\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o referentes a:<\/p>\n<ul>\n<li>Incentivo ou benef\u00edcio de natureza tribut\u00e1ria da qual decorra ren\u00fancia de receita, prevista no art. 14 da LRF<\/li>\n<li>A\u00e7\u00e3o governamental que acarrete aumento da despesa, prevista no art. 16 da LRF;<\/li>\n<li>Atos que criarem ou aumentarem despesa obrigat\u00f3ria de car\u00e1ter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provis\u00f3ria ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obriga\u00e7\u00e3o legal de sua execu\u00e7\u00e3o por um per\u00edodo superior a dois exerc\u00edcios, conforme art. 17 da LRF;<\/li>\n<li>Concess\u00e3o de benef\u00edcio a quem satisfa\u00e7a as condi\u00e7\u00f5es de habilita\u00e7\u00e3o prevista na legisla\u00e7\u00e3o pertinente, expans\u00e3o quantitativa do atendimento e dos servi\u00e7os prestados e reajustamento de valor do benef\u00edcio ou servi\u00e7o, a fim de preservar o seu valor real, conforme art. 24 da LRF.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Em refor\u00e7o \u00e0s referidas medidas, a <strong>LEI COMPLEMENTAR N\u00ba 173, DE 27 DE MAIO DE 2020<\/strong> acrescentou o <strong>\u00a7 1\u00ba<\/strong> ao art. 65 da LRF, adicionando as seguintes medidas de flexibiliza\u00e7\u00e3o, v\u00e1lidas em decorr\u00eancia de calamidade p\u00fablica reconhecida pelo <strong>CONGRESSO NACIONAL<\/strong>:<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba Na ocorr\u00eancia de <strong>calamidade p\u00fablica reconhecida pelo <u>Congresso Nacional<\/u><\/strong>, nos termos de decreto legislativo, em <u>parte ou na integralidade do territ\u00f3rio nacional<\/u> e enquanto perdurar a situa\u00e7\u00e3o, <strong>al\u00e9m do previsto nos inciso I e II<\/strong> do caput:<\/li>\n<\/ul>\n<p>I &#8211; ser\u00e3o dispensados os limites, condi\u00e7\u00f5es e demais restri\u00e7\u00f5es aplic\u00e1veis \u00e0 Uni\u00e3o, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic\u00edpios, bem como sua verifica\u00e7\u00e3o, para:<\/p>\n<ol style=\"list-style-type: lower-alpha\">\n<li>contrata\u00e7\u00e3o e aditamento de <strong>opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito<\/strong>;<\/li>\n<li>concess\u00e3o de <strong>garantias<\/strong>;<\/li>\n<li><strong>contrata\u00e7\u00e3o entre entes<\/strong> da Federa\u00e7\u00e3o; e<\/li>\n<li>recebimento de <strong>transfer\u00eancias volunt\u00e1rias<\/strong>;<\/li>\n<\/ol>\n<p>II &#8211; ser\u00e3o dispensados os limites e afastadas as veda\u00e7\u00f5es e san\u00e7\u00f5es previstas e decorrentes dos <strong>arts. 35, 37 e 42<\/strong>, bem como ser\u00e1 dispensado o cumprimento do disposto no par\u00e1grafo \u00fanico do art. 8\u00ba desta Lei Complementar, desde que os recursos arrecadados sejam destinados ao combate \u00e0 calamidade p\u00fablica;<\/p>\n<p>III &#8211; ser\u00e3o afastadas as condi\u00e7\u00f5es e as veda\u00e7\u00f5es previstas nos <strong>arts. 14, 16 e 17<\/strong> desta Lei Complementar, desde que o incentivo ou benef\u00edcio e a cria\u00e7\u00e3o ou o aumento da despesa sejam <strong>destinados ao combate \u00e0 calamidade p\u00fablica<\/strong>.<\/p>\n<p>2\u00ba O disposto no \u00a7 1\u00ba deste artigo, observados os termos estabelecidos no decreto legislativo que reconhecer o estado de calamidade p\u00fablica:<\/p>\n<p>I &#8211; aplicar-se-\u00e1 exclusivamente:<\/p>\n<ol style=\"list-style-type: lower-alpha\">\n<li>\u00e0s <strong>unidades da Federa\u00e7\u00e3o atingidas e localizadas no territ\u00f3rio em que for reconhecido o estado de calamidade p\u00fablica<\/strong> pelo Congresso Nacional e enquanto perdurar o referido estado de calamidade;<\/li>\n<li>aos atos de gest\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria e financeira <strong>necess\u00e1rios ao atendimento de despesas relacionadas ao cumprimento do decreto legislativo<\/strong>;<\/li>\n<\/ol>\n<p>II &#8211; n\u00e3o afasta as disposi\u00e7\u00f5es relativas a <strong>transpar\u00eancia, controle e fiscaliza\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<ul>\n<li>3\u00ba No caso de aditamento de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito garantidas pela Uni\u00e3o com amparo no disposto no \u00a7 1\u00ba deste artigo, a garantia ser\u00e1 mantida, n\u00e3o sendo necess\u00e1ria a altera\u00e7\u00e3o dos contratos de garantia e de contragarantia vigentes.<\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>5.7 &#8211; H\u00e1 algum impedimento para que a C\u00e2mara devolva remanescente de duod\u00e9cimo ao Executivo antes do final do exerc\u00edcio?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Segundo entendimento firmado pelo TCEES por meio do\u00a0<strong>Parecer em Consulta TC 016\/2014<\/strong>\u00a0(<a href=\"https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/016-2014-1.pdf\">https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/016-2014-1.pdf<\/a>), ratificado pelo\u00a0<strong>Parecer em Consulta TC 004\/2017<\/strong>\u00a0(<a href=\"https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/PC004-17.pdf\">https:\/\/www.tcees.tc.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/PC004-17.pdf<\/a>), a C\u00e2mara Municipal\u00a0<strong>n\u00e3o \u00e9 obrigada<\/strong>\u00a0\u00e0 devolu\u00e7\u00e3o de super\u00e1vit obtido ao final do exerc\u00edcio financeiro, salvo previs\u00e3o expressa nesse sentido na Lei Org\u00e2nica Municipal.<\/p>\n<p>Por outro lado, a\u00a0<strong>devolu\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria<\/strong>\u00a0desses recursos pelo Poder Legislativo ao Executivo\u00a0<strong>\u00e9 poss\u00edvel<\/strong>\u00a0desde que n\u00e3o haja veda\u00e7\u00e3o na legisla\u00e7\u00e3o municipal, tratando-se de\u00a0<strong>op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica-administrativa e discricion\u00e1ria<\/strong>\u00a0do gestor p\u00fablico, que foge \u00e0 compet\u00eancia jurisdicional do TCEES.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>5.8 &#8211; A Decreta\u00e7\u00e3o feita pelo Estado do Esp\u00edrito Santo na forma do Decreto n\u00ba 0446-S de 02 de abril de 2020 atinge o Munic\u00edpio que n\u00e3o decretou Calamidade P\u00fablica, quanto a aplicabilidade da Lei Complementar n\u00ba 173\/2020, especialmente artigo 8\u00b0 e os efeitos da LRF (Lei Complementar n\u00b0 101\/2000)?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Segundo entendimento do <strong>Parecer em Consulta TC n\u00ba 017\/2020<\/strong>, o <strong>Decreto Executivo n\u00ba 0446-S, da Assembleia Legislativa do Estado do Esp\u00edrito Santo<\/strong>, <strong><u>n\u00e3o<\/u><\/strong><u> se destina ao des\u00edgnio de reconhecer a calamidade p\u00fablica para fins de aplica\u00e7\u00e3o da Lei de Responsabilidade Fiscal e do art. 8\u00b0 da Lei Complementar 173\/2020<\/u> para os munic\u00edpios esp\u00edrito-santenses e o estado do Esp\u00edrito Santo, tenham estes requerido ou n\u00e3o esse reconhecimento.<\/p>\n<p>O referido parecer esclareceu que o <strong>Decreto Legislativo n\u00ba 06\/2020 do Congresso Nacional<\/strong> <strong>reconheceu a calamidade p\u00fablica para <u>todo o territ\u00f3rio nacional<\/u><\/strong>, <u>abarcando o estado do Esp\u00edrito Santo e todos os munic\u00edpios esp\u00edrito-santenses<\/u>, para fins do art. 65, Lei de Responsabilidade Fiscal, e do art. 8\u00ba, da Lei Complementar 173\/2020.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>5.9 &#8211; \u00c9 poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o, durante o exerc\u00edcio de 2021, dos recursos transferidos com base na Lei Complementar Federal n\u00ba 173\/2020?\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Sim, \u00e9 poss\u00edvel. O art. 3\u00ba do <strong>Decreto n\u00ba 10.579, de 18 de dezembro de 2020<\/strong>, em sintonia com o <strong>Ac\u00f3rd\u00e3o TCU n\u00ba 3225\/2020-Plen\u00e1rio<\/strong>, estabeleceu que: \u201cAs transfer\u00eancias financeiras realizadas pelo Fundo Nacional de Sa\u00fade e pelo Fundo Nacional de Assist\u00eancia Social diretamente aos fundos de sa\u00fade e de assist\u00eancia social estaduais, municipais e distritais, em 2020, <strong>para enfrentamento da pandemia de\u00a0covid-19<\/strong>\u00a0<strong>poder\u00e3o ser executadas pelos entes federativos <u>at\u00e9 31 de dezembro de 2021\u201d<\/u><\/strong>. (Reda\u00e7\u00e3o dada pelo Decreto n\u00ba 10.614, de 2021)<\/p>\n<p>\u00c9 importante frisar que a utiliza\u00e7\u00e3o dos referidos recursos no exerc\u00edcio de 2021 continua <strong>vinculada \u00e0 finalidade para qual foram transferidos, qual seja, o enfrentamento da pandemia da Covid-19<\/strong>, conforme estabelece o \u00a71\u00ba do referido dispositivo legal, sob pena de devolu\u00e7\u00e3o dos recursos e responsabiliza\u00e7\u00e3o nas esferas competentes: \u201c<em>A aplica\u00e7\u00e3o de recursos de que trata o caput dever\u00e1 observar a <strong>finalidade original<\/strong> para a qual foram destinados os recursos, sob pena de aplica\u00e7\u00e3o do disposto no\u00a0art. 27 da Lei Complementar n\u00ba 141, de 13 de janeiro de 2012<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>A t\u00edtulo de complementa\u00e7\u00e3o, o Conselho Nacional de Secretarias de S\u00e1ude \u2013 CONASEMS emitiu nota t\u00e9cnica com orienta\u00e7\u00f5es sobre a \u201c<strong>UTILIZA\u00c7\u00c3O EM 2021 DOS CR\u00c9DITOS EXTRAORDIN\u00c1RIOS PROVENIENTES DAS TRANSFER\u00caNCIAS DO MINIST\u00c9RIO DA SA\u00daDE, POR TRANSFER\u00caNCIA FUNDO A FUNDO, PARA ENFRENTAMENTO DA PANDEMIA AINDA N\u00c3O EXECUTADOS PELOS MUNIC\u00cdPIOS<\/strong>\u201d, dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.conasems.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/NT-dec-10579.pdf\">https:\/\/www.conasems.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/NT-dec-10579.pdf<\/a> .[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;6 &#8211; RECEITAS&#8221; tab_id=&#8221;1585843092838-431c6c4b-7ff5&#8243;][vc_column_text]<span style=\"font-size: 14pt\"><strong>6.1 &#8211; Como ficam os prazos processuais da execu\u00e7\u00e3o fiscal?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Os entes devem estar atentos quanto ao cumprimento do art. 11 da LRF que disp\u00f5e que constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gest\u00e3o fiscal a institui\u00e7\u00e3o, previs\u00e3o e efetiva arrecada\u00e7\u00e3o de todos os tributos da compet\u00eancia constitucional do ente da Federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os prazos prescricionais n\u00e3o s\u00e3o interrompidos em raz\u00e3o da calamidade p\u00fablica. Assim, se o ente n\u00e3o tomar as medidas necess\u00e1rias para cobran\u00e7a, h\u00e1 possibilidade de ocorrer prescri\u00e7\u00e3o e, consequentemente, a perda de montantes inscritos na d\u00edvida ativa.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>6.2 &#8211; H\u00e1 possibilidade de prorroga\u00e7\u00e3o de vencimentos de tributos e\/ou parcelamentos?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Sim. O vencimento de tributos, inclusive o prazo de parcelamentos, \u00e9 regulamentado pela legisla\u00e7\u00e3o local, que deve ser observada. Caso necess\u00e1rio, as devidas altera\u00e7\u00f5es devem ser autorizadas em lei.[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;7 &#8211; PROCESSOS NO TCE-ES&#8221; tab_id=&#8221;1585843098529-5776bb79-13f2&#8243;][vc_column_text]<span style=\"font-size: 14pt\"><strong>7<\/strong><strong>.1 &#8211; Como ficam os prazos de processos que tramitam no TCEES diante da situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia provocada pelo novo coronav\u00edrus (Covid-19)?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Conforme previs\u00e3o do <strong>art. 6\u00ba da Portaria Normativa TC 27, de 22 de mar\u00e7o de 2020<\/strong>, <strong>em vigor desde <u>23\/03\/2020<\/u><\/strong>, todos os prazos processuais est\u00e3o suspensos, exceto em rela\u00e7\u00e3o a processos de controle externo em que haja <strong>medida cautelar deferida ou determinada<\/strong> e, quando requerida, esteja <strong>pendente de aprecia\u00e7\u00e3o<\/strong>, bem como prazos processuais em <strong>recursos cab\u00edveis em face do indeferimento, do deferimento ou da determina\u00e7\u00e3o de medidas de natureza cautelar.<\/strong><\/p>\n<p>Conforme previs\u00e3o no <strong>art. 4\u00ba da Portaria Normativa n\u00ba 58, de 29 de abril de 2020<\/strong> (que altera o artigo supramencionado), os processos administrativos e de controle externo que tramitam em <strong>formato eletr\u00f4nico<\/strong> ter\u00e3o o curso dos prazos processuais retomado a partir de <strong>18 de maio de 2020<\/strong>, mantendo-se suspensos os prazos relativos aos processos que tramitam em <strong>meio f\u00edsico<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>7<\/strong><strong>.2 &#8211; Como ficam os prazos para presta\u00e7\u00f5es de contas que devem ser encaminhadas ordinariamente ao TCEES?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Conforme previs\u00e3o do art. 3\u00ba da Portaria Normativa TC 27, de 22 de mar\u00e7o de 2020, alterado pelo art. 2\u00ba da Portaria Normativa n\u00ba 58, de 29 de abril de 2020, Os <strong>termos finais dos prazos<\/strong> para apresenta\u00e7\u00e3o ao Tribunal de Contas do Estado do Esp\u00edrito Santo, das presta\u00e7\u00f5es de contas mensais e remessa de informa\u00e7\u00f5es, exceto \u201cRemessa Contrata\u00e7\u00e3o\u201d, relativas aos meses 12 e 13 de 2019 e janeiro a maio de 2020, presta\u00e7\u00f5es de contas anuais de gestores de \u00f3rg\u00e3os e de entidades das administra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas municipais e estaduais, inclusive de cons\u00f3rcios p\u00fablicos, empresas p\u00fablicas e sociedades de economia mista, relativas ao exerc\u00edcio de 2019, e demais obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias regulamentadas por meio das Instru\u00e7\u00f5es Normativas TC 31\/2014, TC 38\/2016, 43\/2017, 44\/2018 e pelas Resolu\u00e7\u00f5es TC 162\/2001 e 245\/2012, ficam excepcionalmente <strong>prorrogados at\u00e9 15 de junho de 2020.<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;8 &#8211; PREVID\u00caNCIA&#8221; tab_id=&#8221;1586188464063-1c90b63e-a7f0&#8243;][vc_column_text]<span style=\"font-size: 14pt\"><strong>8.1 &#8211; Os munic\u00edpios podem suspender a ado\u00e7\u00e3o de medidas para implementa\u00e7\u00e3o da reforma da previd\u00eancia municipal durante o per\u00edodo de calamidade p\u00fablica relacionada ao novo coronav\u00edrus (Covid-19)?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>N\u00e3o. A reforma da previd\u00eancia municipal j\u00e1 est\u00e1 sendo discutida desde a promulga\u00e7\u00e3o da Emenda Constitucional 103, de 12 de novembro de 2019, tornando-se ainda mais imprescind\u00edvel diante do agravamento da crise econ\u00f4mica e do crescimento da necessidade de ajuste fiscal por parte dos entes p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Portanto, obedecidos os requisitos para o regular processo legislativo, os munic\u00edpios devem utilizar sua autonomia normativa para disciplinar importantes aspectos e alternativas oferecidas para os regimes de previd\u00eancia, priorizando normas de aplica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria exigidas pela EC 103\/2019.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>8.2 &#8211; Os entes federativos podem deixar de promover o recolhimento das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>N\u00e3o. As contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias constituem importantes fontes de custeio do regime de previd\u00eancia, essenciais para a manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade financeira do sistema no curto, m\u00e9dio e longo prazo, em benef\u00edcio do equil\u00edbrio financeiro e atuarial do ente federativo.<\/p>\n<p>Eventual atraso no repasse de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias enseja a formaliza\u00e7\u00e3o de parcelamento de d\u00e9bitos previdenci\u00e1rios, limitado ao m\u00e1ximo de 60 parcelas pelo art. 9\u00ba, \u00a7 9\u00ba, da EC 103\/2019, circunst\u00e2ncia que imp\u00f5e onerosos encargos financeiros ao ente federativo no curto prazo, prejudicando a posterior a retomada do investimento p\u00fablico.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>8.3 &#8211; Os gestores da carteira de investimentos dos RPPS devem providenciar ajustes nas carteiras de investimentos em decorr\u00eancia da alta volatilidade do mercado financeiro?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Os gestores da carteira de investimentos dos RPPS devem ser cautelosos quanto \u00e0s decis\u00f5es a serem tomadas, pautando-se em pol\u00edtica de investimentos previamente definida, que deve ser periodicamente submetida \u00e0 revis\u00e3o por parte do comit\u00ea de investimentos para eventuais ajustes decorrentes de mudan\u00e7a na conjuntura econ\u00f4mica nacional e internacional.<\/p>\n<p>A volatilidade do mercado financeiro imp\u00f5e maior aten\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s aplica\u00e7\u00f5es financeiras mantidas pelos regimes de previd\u00eancia, elevando a necessidade de monitoramento permanente dos riscos, com base em melhoria da governan\u00e7a de investimentos, conforme preconizado pelo \u2018Manual Pr\u00f3-Gest\u00e3o do RPPS\u2019 aprovado pela Portaria MF 03\/2018.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\"><strong>8.4 &#8211; Visto que a CNM publicou a Nota T\u00e9cnica 42\/2020 orientando a contabiliza\u00e7\u00e3o da provis\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias que tiverem o seu pagamento suspenso e o empenho das mesmas pela Prefeitura, para salvaguardar os fundamentos do or\u00e7amento p\u00fablico e os aspectos fiscais envolvidos, em contrariedade \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o da STN em sua Nota T\u00e9cnica SEI n.\u00ba 25948\/2020\/ME, Item 21. E diante das diverg\u00eancias de entendimento. Qual a posi\u00e7\u00e3o do TCEES sobre a contabiliza\u00e7\u00e3o da provis\u00e3o e empenho dos valores Patronais com suspens\u00e3o de repasse por Lei?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O Tribunal de Contas do Estado do Espirito Santo ainda n\u00e3o possui orienta\u00e7\u00e3o formal quanto \u00e0 forma de registro or\u00e7ament\u00e1rio de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias patronais eventualmente suspensas por for\u00e7a da Lei Complementar 173\/2020.<\/p>\n<p>A Nota T\u00e9cnica n\u00ba 25948\/2020\/ME, por meio do seu item 21, respalda a suspen\u00e7\u00e3o do empenho de contribui\u00e7\u00f5es patronais, at\u00e9 o exerc\u00edcio de 2021, caso autorizada a opera\u00e7\u00e3o por meio de lei do ente federativo respons\u00e1vel pelo repasse.<\/p>\n<p>Essa medida foi questionada ao longo do evento oferecido pelo TCEES, em fun\u00e7\u00e3o de consequ\u00eancias prejudiciais \u00e0s contas p\u00fablicas, relacionadas \u00e0 apura\u00e7\u00e3o de limites com educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, impactos na apura\u00e7\u00e3o de gastos com pessoal, dificuldades relacionadas \u00e0 transpar\u00eancia da opera\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de reflexos na condu\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio financeiro do regime pr\u00f3prio de previd\u00eancia.<\/p>\n<p>Portanto, a suspen\u00e7\u00e3o do empenho de contribui\u00e7\u00f5es patronais deve ser ponderada pelo jurisdicionado, avaliando-se as consequ\u00eancias relacionadas \u00e0 opera\u00e7\u00e3o, assim como de outras poss\u00edveis alternativas para a libera\u00e7\u00e3o de dota\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias, como a abertura de cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios.<\/p>\n<p>Por fim, importante salientar que essa opera\u00e7\u00e3o deve ser considerada excepcional, motivo pelo qual se recomenda a ado\u00e7\u00e3o do procedimento ordin\u00e1rio, baseado no regular empenho mensal das despesas com contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias patronais, circunst\u00e2ncia que minimiza os riscos associados \u00e0 suspens\u00e3o de empenhos autorizada pela Nota T\u00e9cnica n\u00ba 25948\/2020\/ME.[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;9 &#8211; EDUCA\u00c7\u00c3O&#8221; tab_id=&#8221;1590085512850-ce61f612-f16b&#8221;][vc_column_text]<span style=\"font-size: 14pt\"><strong>9.1 &#8211; Sobre a distribui\u00e7\u00e3o de alimentos neste per\u00edodo de suspens\u00e3o de aulas devido \u00e0 pandemia do coronav\u00edrus por meio dos kits escolares de alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e9 sabido que o munic\u00edpio deve registrar, por meio de documenta\u00e7\u00e3o, todos os detalhes das tomadas de decis\u00e3o da gest\u00e3o local relacionadas \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros aliment\u00edcios no \u00e2mbito do PNAE. Gostaria de saber se h\u00e1 alguma orienta\u00e7\u00e3o quanto ao procedimento a ser tomado durante a entrega. Deve ser feito relat\u00f3rio social? Na impossibilidade de termos servidores suficientes, pode ser feito relat\u00f3rio pelos professores e diretores das escolas atestando a situa\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel das fam\u00edlias dos alunos?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O fornecimento da alimenta\u00e7\u00e3o escolar \u00e9 um programa de Estado e de garantia de direitos. Trata-se de um programa universal que atende a todos os estudantes da rede p\u00fablica.<\/p>\n<p>Em raz\u00e3o da pandemia, o governo federal autorizou a distribui\u00e7\u00e3o dos g\u00eaneros aliment\u00edcios diretamente \u00e0s fam\u00edlias dos estudantes, conforme disposto no <strong>art. 21-A da Lei Federal 11.947, de 16 de junho de 2009, alterada pela Lei Federal 13.987, de 7 de abril de 2020<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">Art. 21-A. Durante o per\u00edodo de suspens\u00e3o das aulas nas escolas p\u00fablicas de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica em raz\u00e3o de situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia ou calamidade p\u00fablica, fica autorizada, em todo o territ\u00f3rio nacional, em car\u00e1ter excepcional, a distribui\u00e7\u00e3o imediata aos pais ou respons\u00e1veis dos estudantes nelas matriculados, com acompanhamento pelo CAE, dos g\u00eaneros aliment\u00edcios adquiridos com recursos financeiros recebidos, nos termos desta Lei, \u00e0 conta do Pnae.<\/p>\n<p>Ao regulamentar a execu\u00e7\u00e3o do Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar (PNAE) durante a pandemia, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o (FNDE), por meio da <strong>Resolu\u00e7\u00e3o n\u00b0 02\/2020<\/strong>, esclarece que a distribui\u00e7\u00e3o dos g\u00eaneros aliment\u00edcios\u00a0 a t\u00edtulo de alimenta\u00e7\u00e3o escolar ficar\u00e1 <strong>a crit\u00e9rio do gestor<\/strong>, conforme previs\u00e3o do art. 1\u00b0 caput da Resolu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">Resolu\u00e7\u00e3o FNDE 02\/2020<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">Art.\u00a0 1\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0 Durante\u00a0 o\u00a0 per\u00edodo\u00a0 de\u00a0 suspens\u00e3o\u00a0 de\u00a0 aulas\u00a0 em\u00a0 decorr\u00eancia\u00a0 das\u00a0 situa\u00e7\u00f5es\u00a0 de emerg\u00eancia em sa\u00fade p\u00fablica de import\u00e2ncia nacional e de calamidade p\u00fablica causadas pelo novo coronav\u00edrus \u2013 Covid-19, fica autorizada, em car\u00e1ter excepcional, a distribui\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros aliment\u00edcios adquiridos no \u00e2mbito do PNAE \u00e0s fam\u00edlias dos estudantes, <strong>a crit\u00e9rio do poder p\u00fablico local<\/strong>. (g.n)<\/p>\n<p>Da mesma forma, a <strong>log\u00edstica de distribui\u00e7\u00e3o<\/strong> dos kits \u00e0s fam\u00edlias dos estudantes beneficiados <strong>\u00e9 crit\u00e9rio do gestor<\/strong> (art. 3\u00b0 da Resolu\u00e7\u00e3o do FNDE), cabendo a ele definir todo o procedimento desde a aquisi\u00e7\u00e3o dos g\u00eaneros aliment\u00edcios at\u00e9 sua distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px\">Art. 3\u00ba\u00a0 A forma de distribui\u00e7\u00e3o dos kits dever\u00e1 garantir que n\u00e3o haja aglomera\u00e7\u00f5es nas unidades escolares, conforme <strong>crit\u00e9rios a serem definidos pelas gest\u00f5es locais<\/strong>. (g.n)<\/p>\n<p>Portanto, quanto ao questionamento sobre a possibilidade de professores e diretores de escolas atestarem a situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade das fam\u00edlias, para a distribui\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros aliment\u00edcios \u00e0s fam\u00edlias dos estudantes beneficiados, <strong>\u00e9 poss\u00edvel, sendo o documento a ser utilizado para tal ateste escolha do gestor<\/strong>.<\/p>\n<p>Ressalta-se, no entanto, que a log\u00edstica escolhida observe para que <strong>n\u00e3o haja aglomera\u00e7\u00e3o<\/strong> nas unidades escolares para a distribui\u00e7\u00e3o dos kits. Destaca-se, ainda, a import\u00e2ncia de que <strong>as escolhas feitas pelo o gestor relativas \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros aliment\u00edcios sejam devidamente documentadas<\/strong>.[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][\/vc_tta_accordion][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_tta_accordion][vc_tta_section title=&#8221;1 &#8211; DEFINI\u00c7\u00d5ES&#8221; tab_id=&#8221;1585843084283-bbe57bf0-8727&#8243;][vc_column_text]1.1 &#8211; O que se entende por desastre, situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":146,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"class_list":["post-58","page","type-page","status-publish","hentry","wpautop"],"acf":[],"yoast_head":"<title>GUIA B\u00c1SICO - TCEES | Hotsite Coronav\u00edrus(COVID-19)<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.tcees.tc.br\/coronavirus\/guia-basico\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"GUIA B\u00c1SICO - TCEES | Hotsite Coronav\u00edrus(COVID-19)\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"[vc_row][vc_column][vc_tta_accordion][vc_tta_section title=&#8221;1 &#8211; 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