
Os 7.586 servidores públicos que receberam a qualificação técnica por meio do Encontro de Formação em Controle (Enfoc), do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES), em 2025, já estão aplicando efetivamente parte expressiva dos conhecimentos adquiridos em suas atividades profissionais.
É o que mostrou a pesquisa estruturada de avaliação de impacto realizada junto aos participantes, ao final do programa, no último ano. Voltado à qualificação técnica de servidores públicos municipais e estaduais por meio da disseminação de boas práticas, atualização normativa e fortalecimento das competências necessárias à adequada gestão dos recursos públicos, o Enfoc foi realizado em seis polos regionais no Espírito Santo, com cerca de 20 cursos, além de outras capacitações sobre temas prioritários.
Ao final do ciclo de capacitações, a Escola de Contas Públicas (ECP) realizou uma pesquisa estruturada de avaliação de impacto junto aos participantes, para mensurar os efeitos do programa sobre a aprendizagem, a aplicação dos conteúdos no trabalho e o impacto percebido nas rotinas profissionais.
Os resultados médios obtidos na pesquisa indicaram que 59,39% dos conhecimentos adquiridos são efetivamente aplicados nas atividades profissionais. Também mostrou que 58,12% do tempo de trabalho dos participantes é impactado pelos conteúdos do ENFOC, e que 54,69% do impacto percebido no desempenho é atribuído diretamente ao programa.
Isso significa que aproximadamente 18,87% do valor do trabalho anual dos participantes pode ser associada aos efeitos do Enfoc, percentual que resulta de uma multiplicação desses fatores, chegando ao impacto final.
Além disso, 99,6% dos participantes da pesquisa afirmaram ser favoráveis à continuidade da capacitação no interior do Estado.
O secretário da Escola de Contas, Fábio Vargas, destaca que esse resultado expressivo evidencia o elevado grau de reconhecimento da relevância institucional das ações de formação promovidas pela Escola de Contas Públicas.
“Constatamos que há uma forte aderência dos conteúdos às necessidades práticas dos municípios, a percepção de utilidade direta para o exercício das atividades profissionais e a confiança dos servidores municipais na atuação pedagógica desta Corte de Contas”, afirma.
Ele acrescenta que o indicador revela, ainda, a existência de demanda consistente por capacitações descentralizadas, em todo o território do Estado, e reforça a legitimidade do Enfoc como instrumento estratégico de apoio técnico e preventivo à administração pública municipal.
Benefícios do investimento
A pesquisa também calculou qual foi o retorno institucional alcançado, ao investir nas capacitações. A relação entre custo e benefício alcançada foi de R$ 28,20, indicando que, para cada R$ 1,00 investido no Enfoc 2025, houve retorno institucional estimado de R$ 28,20.
Para chegar a esse número, adotou-se cenário conservador para a monetização dos benefícios, considerando o salário mínimo nacional como remuneração média dos participantes. Nessas condições, estimou-se um benefício tangível individual de R$ 3.401,13 por participante ao ano. Considerando o total de 7.586 participantes, o benefício institucional estimado foi de R$ 25.800.972,18 ao ano.
Na avaliação da Escola de Contas, os resultados da pesquisa evidenciam que o Enfoc apresenta uma elevada taxa de transferência do aprendizado para a prática profissional, produzindo impactos diretos nas rotinas de trabalho dos servidores públicos municipais e contribuindo para a melhoria da qualidade da gestão pública.
Metodologia
A avaliação foi conduzida com base na metodologia de estimativa de retorno sobre investimento (ROI Methodology – Phillips), amplamente utilizada para mensuração dos efeitos de programas de capacitação quando os resultados não se traduzem diretamente em valores financeiros observáveis.
Essa metodologia fundamenta-se na monetização da melhoria de desempenho dos participantes, a partir da combinação de três indicadores: (i) percentual do tempo de trabalho impactado pelos conteúdos; (ii) percentual de aplicação dos conhecimentos adquiridos; e (iii) percentual do impacto atribuído exclusivamente ao programa.
“A metodologia adotada confere robustez técnica às estimativas apresentadas e reforça o caráter estratégico do programa como política institucional de capacitação continuada”, concluiu o secretário Fábio Vargas.
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