
Tomar um copo d’água, dessedentar os animais, cozinhar, tomar banho, lavar roupa, refrescar-se. Os usos para a água potável são diversos. Porém, também numerosos são os desafios da sociedade para manter a qualidade da água utilizada pela sociedade. Neste Dia da Água, o Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) destaca alguns desses desafios.
O Espírito Santo é dividido em 14 comitês de bacias hidrográficas, que apesar das particularidades, enfrentam muitas situações semelhantes. Uma delas, segundo a coordenadora do Núcleo de Meio Ambiente, Saneamento e Mudanças Climáticas (Nasm), Ana Emília Brasiliano Thomaz, é o baixo índice de tratamento de esgoto.
Segundo dados disponíveis no Painel de Controle, do TCE-ES, apenas 68,5% do esgoto urbano é coletado nas cidades capixabas, indicando que grande parte do esgoto não é tratado.
“O fato dos nossos rios estarem cruzando e abastecendo centros urbanos faz com que um grande desafio seja o baixo índice de tratamento de esgoto. Significa que esses rios estão recebendo uma grande quantidade de esgoto, o que acaba poluindo e dificultando a captação de água para a população”, comentou.
Essa situação é observada tanto nas bacias hidrográficas que atendem a Grande Vitória – Jucu, Santa Maria da Vitória e Litoral Centro Norte –, quanto nas que cortam grandes cidades do Norte, Noroeste e Sul do Estado (respectivamente Barra Seca e Foz do Rio Doce, Pontões e Lagoas do Rio Doce, e Itapemirim).
Seca
Outro ponto destacado pela auditora é que, em função das mudanças climáticas, regiões do Espírito Santo já estão apresentando sinais de desertificação e restrição hídrica. Este problema tem sido observado nas regiões Norte e Noroeste, nas bacias do Itaúnas e Afluentes Capixabas do Rio São Mateus.
Segundo o Monitor de Secas da Agência Nacional das Águas, com as chuvas acima da média em fevereiro, a seca desapareceu no Espírito Santo, ficando todo o território capixaba livre do fenômeno. No entanto, o boletim de dezembro havia registrado um avanço das secas fraca no nordeste, e da moderada no centro do estado.
Desmatamento
De um modo geral, as bacias hidrográficas capixabas também enfrentam o desmatamento, problema que acarreta o assoreamento dos cursos de água. A diminuição do fluxo de água também facilita a entrada do mar nos rios, o que dificulta a captação de água para a população litorânea.
“Por último, mas não menos importante, temos observado uma retirada indiscriminada da água dos córregos e rios. Todas essas situações citadas constituem preocupações para as instituições que trabalham este tema”, concluiu a coordenadora do Nasm.
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