
O TCE-ES decidiu renovar, por mais um ano, a participação da auditora de controle externo Paula Sabra no Conselho de Auditores da ONU. Desta forma, ela estará presente no próximo ciclo de auditoria, que vai até o final de junho de 2027. Paula conquistou a vaga após participar de uma grande seleção realizada em 2024 para representar o Brasil em uma missão internacional de fiscalização.
Representado pelo TCU, desde 2024 o Brasil integra o Conselho para um mandato de seis anos. Outros 16 auditores estaduais participam do projeto, por meio de Acordo de Cooperação firmado com a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon).
No ano passado, Paula integrou a equipe que auditou o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), com sede em Nova Iorque, responsável por garantir a saúde sexual e reprodutiva, promover os direitos das mulheres e jovens, e apoiar políticas de população e desenvolvimento.
Na última sexta-feira (24), o secretário do TCU no Estado do Espírito Santo, Leonardo Felippe Ferreira, e a auditora Paula Bressanelli Silva, da Secretaria de Relacionamento Institucional (SRI), estiveram no TCE-ES para apresentar ao corpo diretivo os trabalhos desenvolvidos e resultados do exercício de 2025. Também foi solicitada a renovação da participação da servidora no próximo ciclo de auditoria, em 2027.
Participaram da reunião o presidente Luiz Carlos Cicicliotti, os conselheiros Davi Diniz e Rodrigo Chamoun, a secretária-geral de Controle Externo Simone Velten, e os auditores Paula Sabra e Gustavo Rubert.
Segundo Ferreira, a atuação do Brasil no Conselho de Auditores mobilizou profissionais de diferentes instituições e regiões brasileiras. Em 2025, os trabalhos reuniram 46 auditores dedicados exclusivamente ao projeto, provenientes de 16 estados e do Distrito Federal. As mulheres representaram 41% dos integrantes.
“A diversidade institucional e geográfica amplia as perspectivas consideradas nas auditorias e contribui para que os trabalhos reflitam diferentes experiências do sistema de controle externo brasileiro”, afirmou.
Paula Sabra compôs a equipe de auditoria financeira e foi a Nova Iorque duas vezes no último ano para os trabalhos. Ela relata que a experiência foi um grande desafio.
“É uma forma muito diferente de trabalhar, pois é muito diferente de tudo que a gente faz aqui. A metodologia de auditoria é a mesma, com contabilidade, mas são entidades muito grandes, que operam há muito tempo, são volumes de recursos muito altos, e em cada um dos ciclos é um nível de complexidade bem grande. A fiscalização dura o ano inteiro, mas a entidade só fica disponível para nós em dois momentos: no meio do segundo semestre, quando temos a “Interim”, que é uma análise dos controles, e depois tem a “Final”, já com as demonstrações contábeis consolidadas, na última semana de abril e no mês de maio”, relata.
Com a renovação de sua participação, no próximo ciclo Paula continua atuando no Fundo de População das Nações Unidas, e deve ir a Nova Iorque em outubro, para o Interim, auxiliando no planejamento e posteriormente, pode compor alguma equipe de gestão. Nos meses seguintes, a equipe ainda irá também para outros locais realizar a auditoria de gestão. Em 2025, a auditoria foi em Bangladesh, e no próximo ciclo, deve ser em um país asiático e um país africano.
No último dia 23, na sede da ONU em Nova Iorque, foi realizada a 80ª Sessão Regular do Conselho de Auditores das Nações Unidas. A apresentação marcou o encerramento do segundo ano de atuação brasileira no órgão. O Conselho de Auditores é responsável pela auditoria externa das finanças das Nações Unidas, de seus fundos, programas e operações de paz.
Na sessão, o Brasil apresentou ao Conselho os resultados das auditorias realizadas em 2025. Os trabalhos conduzidos pelo país resultaram em 106 achados e 149 recomendações, com índice de aceitação de 92% pelas entidades auditadas. Também foram emitidas oito opiniões sem ressalvas sobre as demonstrações financeiras analisadas.
As auditorias encontraram oportunidade de melhoria para as Nações Unidas principalmente em três áreas: sustentabilidade financeira, entrega de serviços aos beneficiários e gestão de pessoas. Mais da metade dos achados esteve relacionada à prestação de serviços às populações atendidas pela ONU e aos profissionais responsáveis pelo funcionamento da organização.
(com informações do TCU)
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